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O crescimento da produção brasileira de soja e milho anuncia um salto na movimentação de grãos em 2017 entre o interior do País e os portos marítimos. Com participação cada vez maior no transporte para exportação, a concessionária Rumo prevê incremento no volume de cargas ferroviárias, principalmente de Mato Grosso para o Porto de Santos (SP) e do interior do Paraná para o Porto de Paranaguá (PR). Após dois anos de fortes investimentos em ferrovias, locomotivas e vagões, a empresa mostra-se preparada para atender a demanda crescente.

O transporte ferroviário vem acompanhando a evolução da produção agrícola. Em cada dez toneladas de produtos transportadas pela Rumo atualmente, sete são de grãos. A Companhia tem ampliado sua participação na movimentação de grãos para os portos marítimos.

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“O ano de 2017 se apresenta como oportunidade de melhores resultados em virtude da perspectiva de crescimento do mercado e maturação dos investimentos que têm sido realizados”, disse o presidente da Rumo, Julio Fontana Neto. O crescimento da produção agrícola pauta o plano de negócios de longo prazo da empresa.

Em 2017, a produção de grãos volta à linha de crescimento traçada nas últimas décadas pelo Brasil. No último ano, o País registrou queda de 21% na produção de milho e de 1% na de soja, mas as previsões para a safra 2016/17 superam esses porcentuais.

Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pelo levantamento de safra mais abrangente, a produção de milho deve aumentar 31% e a de soja tende a crescer 11% (dez pontos porcentuais acima dos índices de quebra, nos dois casos).

Exportações

A safra ampliada e a demanda internacional permitem ao Brasil recuperar espaço nas exportações. A estimativa da Conab é que as vendas externas do milho alcancem 24 milhões de t (5 milhões de t a mais do que no último ano). Na soja, os embarques podem inclusive superar o recorde de 54,3 milhões de t da temporada 2014/15, alcançando 59 milhões de t (com incremento de 7,5 milhões t em um ano).

Somente nesses dois produtos, o País tende a exportar 12,6 milhões de toneladas a mais em 2016/17 – na comparação com o ano imediatamente anterior. Perto da metade desse volume extra deve utilizar o modal ferroviário nas operações de escoamento.

Investimentos

Durante 2016, a Rumo recuperou 472 quilômetros de ferrovias – incluindo trechos do tronco principal da Malha Paulista, por onde é exportada a produção agrícola de Mato Grosso. Houve aquisição de 65 novas locomotivas no período – 42 delas para as estradas de bitola larga (1,6 metro), que compõem a Operação Norte, e 23 para as estradas de bitola métrica (1 metro), que compõem a Operação Sul.

Com as melhorias na ferrovia e a renovação do material rodante, o transporte de cargas flui melhor e torna-se mais viável. As locomotivas novas consomem cerca de 20% menos combustível, um fator decisivo para a sustentabilidade das soluções logísticas adotadas no coração da produção agrícola brasileira. A estimativa é de consumo de diesel 6% menor na comparação entre operações idênticas.

Desde a fusão entre Rumo e América Latina Logística (ALL), que resultou na formação da Rumo em abril de 2015, os investimentos foram reforçados. Para se ter uma ideia, os vagões comprados nos últimos dois anos (1.657) representam 6% da frota de 27 mil unidades. As locomotivas novas (109) passam de 10% do total mil máquinas operadas pela Rumo.

A concessionária tem 12 mil quilômetros de malha ferroviária, 966 locomotivas, 28 mil vagões e quase 12 mil funcionários diretos e indiretos. Sua capacidade de elevação no Porto de Santos e no Porto de Paranaguá é de 29 milhões de toneladas ao ano.


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