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Os preços de serviços e presentes para o Dia dos Namorados subiram em média 4,78%, entre junho de 2016 e maio deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE). O percentual é maior que a inflação do período, de 4,05%, medida pelo IPC/FGV.

O índice foi puxado pelos serviços, que ficaram bem acima da inflação, em 6,14%. Entre as opções de lazer mais procuradas pelos casais, o Teatro foi a que mais registrou alta (27,14%), seguida por Show (12,92%) e Cinema (6,91%). Já a inflação dos Restaurantes foi de 5,73%, enquanto que a dos Bares e Lanchonetes ficou em 6,73%. Apenas os Hotéis/Motéis ficaram mais baratos, com queda de 4,29%.

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“Apesar de estarem subindo acima da inflação, a taxa está recuando. A recessão e seus efeitos sobre o mercado de trabalho estão reduzindo a demanda por serviços, e os preços estão aumentando com maior lentidão”, destacou André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE.

Presentes pesam menos

Em compensação, os presentes aumentaram em média 2,56% – cerca de 1,5 ponto percentual abaixo da inflação do período. Destaque para os itens de vestuário: as Roupas femininas tiveram queda de 0,66%. Roupas masculinas (2,66%), Calçados femininos (3,43%) e Calçados masculinos (4,40%) tiveram elevação mais tímida, se comparada a dos serviços.

Os preços dos celulares apresentaram deflação de 5,16%, assim como as máquinas fotográficas (-1,15%). Já computadores e periféricos registraram alta de 1,92%. “Os presentes subiram menos, mas possuem, em geral, elevado nível de preços. Os celulares, por exemplo, estão mais baratos, mas o custo de um bom smartphone pode ser superior a R$ 1.000. A esse preço os financiamentos são muito utilizados, mas ainda que os juros estejam recuando, o desemprego está inibindo a compra de bens de alto valor”, avaliou Braz.

Na avaliação do economista, o momento não é ideal para assumir dívidas. “Nesse caso, só o consumidor que possui dinheiro para a compra à vista deve aproveitar. Compras a prazo vão exigir comprometimento da renda a longo prazo, e a situação do mercado de trabalho não está confortável para que se contraia dívidas longas. Os juros ao consumidor estão caindo mais lentamente, pois a inadimplência aumenta com o desemprego elevado”.


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