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De acordo com a Resenha Mensal apresentada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o mês de julho, divulgada nesta sexta-feira, o consumo nacional de energia elétrica atendido através da rede totalizou 37.006 GWh em julho, com crescimento de 0,9% em relação ao mesmo mês de 2015.

O consumo residencial apresentou um aumento de 2,8%. A demanda do setor de comércio e serviços declinou 1,6%, com maior recuo observado no Sudeste (-3,1%).

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O consumo da classe industrial registrou estabilidade pela primeira vez desde março de 2014, reflexo de um mês de julho fraco no ano passado e de progressos em alguns segmentos industriais eletro-intensivos. Na mesma direção, o consumo no mercado livre avançou 8,4%.

O consumo de eletricidade na indústria totalizou 13.860 GWh em indústria julho, praticamente estável (-0,2%) em relação ao mesmo mês de 2015.

Em termos regionais, julho foi o primeiro mês do ano com aumento na demanda de energia do Sul (+1,7%).

Nas demais regiões, enquanto o Centro-Oeste (+2,8%) e o Norte (+1,3%) exibiram avanços, no Sudeste (-0,5%) e no Nordeste (-3,8%) registraram-se quedas mais brandas no consumo. Entre os estados, destaque para Minas Gerais (+5,3%).

O estado mineiro anotou em julho crescimento no consumo de eletricidade no setor metalúrgico de 35,1%, associado às ferroligas e à metalurgia de metais não-ferrosos.

São Paulo registrou no mês a primeira alta no ano (+2,3%), relacionada à metalurgia de metais não-ferrosos, enquanto que o aumento no consumo de Goiás (+38,9%) foi em função das ferroligas. No Nordeste (+1,5%), se sobressaiu o Maranhão (+32,5%), devido à produção de gusa.

Julho também foi o primeiro mês de 2016 em que seis entre os dez segmentos industriais maiores consumidores de energia exibiram evolução.

Pelo quarto mês consecutivo, o ramo metalúrgico apresentou elevação na demanda de energia (+9,7% em julho), relacionado ao terceiro aumento consecutivo na produção de alumínio primário (+6,6%, segundo dados da ABAL para julho/2016).

Por outro lado, a siderurgia nacional continua sofrendo ajustes para se adequar ao excesso da oferta do aço chinês no mercado internacional e à fraca demanda interna.

De acordo com o IABr, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo continuaram com retrações em julho na produção de aço bruto e na fabricação de laminados e de semiacabados para vendas, Minas Gerais assinalou avanços nas duas atividades (+9,8% e +5,4%,

A demanda no segmento de papel e celulose evoluiu 5,4% em julho, ressaltando-se a expansão no Paraná (+15,6%), ligada à produção de papel e à fabricação de celulose e outras pastas para a produção de papel.

O ramo alimentício sinalizou avanço de 2,4% no mês. O progresso de Santa Catarina (+26,6%), maior do setor, está vinculado ao abate de aves e outros pequenos animais, fabricação de preparados de carne, banha e produtos de salsicharia.

Segundo a ABIQUIM, a produção da indústria química aumentou 4,3% em junho enquanto que as vendas internas avançaram 6,2%. Em julho, os principais reflexos da subida do consumo (+1,7%) ocorreram em Minas Gerais (+15,6%), provocados pela produção de produtos inorgânicos, fertilizantes e gases industriais.

O segmento de produtos de borracha e plástico cresceu mais 0,4% em julho, primeira ascensão no ano. A demanda de São Paulo avançou 1,9%, entre outros, pela aumento no consumo na fabricação de artefatos de plástico e de pneumáticos. O progresso do Rio de Janeiro (+12,1%) pode ser explicado pela produção de embalagens de plástico, pneumáticos e câmaras de ar.


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