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O BNDES aprovou a aquisição de máquinas e equipamentos acelerou em maio, resultando numa alta acumulada de 42% nos cinco primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2016.

Entre janeiro e maio, o BNDES aprovou mais de 29.700 operações da Finame, linha de financiamento de bens de capital, somando R$ 8,9 bilhões. Apenas em maio foram aprovados R$ 2,2 bilhões nesta linha, expansão de 59% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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Os desembolsos da Finame registraram em maio a primeira alta na comparação com o mesmo mês do ano anterior desde setembro de 2014. Foi liberado R$ 1,5 bilhão no mês passado, 11% acima do registrado em maio de 2016.

Os números confirmam sinais de recuperação da economia, como o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre de 2017, registrado pelo IBGE, e a redução dos juros pelo Banco Central com a inflação baixa, que favorecem decisões de investimento.

A Finame constitui um dos primeiros indicadores de retomada, ao refletir os investimentos de curto prazo em modernização. As aprovações nesta linha costumam se converter em investimentos na economia rapidamente, já que a contratação e o desembolso acontecem, em média, em menos de duas semanas.

Sem considerar máquinas agrícolas, ônibus e caminhões, as aprovações de crédito para bens de capital saltaram 168% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2016.

Entre janeiro e maio, a Finame desembolsou R$ 6,9 bilhões, ainda 6% abaixo do patamar registrado no mesmo período do ano passado. O resultado, no entanto, representa uma desaceleração em relação à retração de 10% registrada no primeiro quadrimestre, em abril.

O principal destaque da Finame nos últimos cinco meses foi a alta de 18% dos desembolsos para o financiamento de equipamentos agrícolas, refletindo a safra recorde e os programas do Governo Federal operados pelo BNDES, como o Moderfrota.

Entre janeiro e maio, o BNDES liberou R$ 3,1 bilhões em crédito para aquisição de máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras, contribuindo para o aumento da demanda da indústria de equipamentos e da produtividade no campo.

Quase 65% dos recursos desembolsados pela Finame nos cinco primeiros meses do ano foram para empreendedores individuais e para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Capital de Giro

O BNDES tem atuado como importante fonte de capital de curto prazo para que as empresas atravessem a conjuntura atual preservando atividades e empregos. Entre janeiro e maio, a linha de capital de giro BNDES Progeren desembolsou R$ 2,7 bilhões, 365% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Só em maio, foram R$ 516,5 milhões desembolsados nesta linha, alta de 526% na comparação com o mesmo mês de 2016. Cerca de 80% desse volume foram desembolsados para MPMEs.

Dados agregados

Os indicadores de desempenho do BNDES refletem o contexto econômico dos últimos dois anos. Apesar da queda de 22% no volume total de consultas, é possível identificar sinais de retomada das intenções de investimento neste indicador para segmentos industriais como Celulose e Papel (+501%), Química e Petroquímica (+295), Mecânica (+108%), Alimento e Bebida (+54%) e Têxtil e Vestuário (+16%).
Estes segmentos — assim como os de Telecomunicações (+22%) e Energia Elétrica (+20%) — também se destacam com altas significativas entre os enquadramentos, etapa em que os pedidos de financiamento são enviados para análise das áreas operacionais do BNDES. No geral, os enquadramentos caíram 21% nos cinco primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2016.

No indicador que antecipa os investimentos que ingressarão na economia, as aprovações tiveram queda de 32% no agregado, puxada principalmente pela Indústria (-59%). No entanto, houve destaques positivos com a aprovação de projetos em segmentos como Mecânica (+227%) e Indústria Extrativa (142%).

Desembolsos

Os desembolsos do BNDES somaram R$ 27,7 bilhões entre janeiro e maio deste ano, 13% menos do que o realizado no mesmo período de 2016. Entre os setores, a Agricultura teve o melhor desempenho, mantendo o patamar de 2016 nos desembolsos entre janeiro e maio, R$ 5,5 bilhões, quase 20% do total.

A Infraestrutura ficou com a maior fatia das liberações do BNDES até maio: 37%. Houve queda de apenas 1% nos desembolsos do setor, que somaram R$ 10,2 bilhões, mas houve alta significativa nos segmentos de Telecomunicações (479%) e Energia Elétrica (48%).
Indústria e Comércio e Serviços responderam praticamente sozinhos pela queda dos desembolsos do BNDES nos cinco primeiros meses de 2017, com redução de 34% e 14%, respectivamente. Ainda assim, os dois setores responderam por mais de 40% do desembolso total do Banco.

O volume de recursos liberados pelo BNDES entre janeiro e maio aumentou no Nordeste (+29%), no Norte (+17%) e no Centro-Oeste (+11%), na comparação com igual período do ano anterior. A retração ficou concentrada nas regiões Sul (-25%) e Sudeste (-26%).
Micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) ficaram com 38% de tudo o que o BNDES emprestou nos cinco primeiros meses do ano, mantendo trajetória de crescimento da participação desse segmento no desembolso total do Banco.

Entre 2015 e 2016, a fatia das MPMEs cresceu de 27,5% para 30,8%. Essa expansão continua em 2017, refletindo a prioridade da ampliação do acesso de MPMEs ao crédito do BNDES nas novas políticas operacionais do Banco.


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