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Por Nicole Mordant
12 Jun (Reuters) – Mineradoras estão acelerando
drasticamente a produção de lítio nos Estados Unidos,
incentivadas por montadoras de veículos ansiosas em reduzir sua
dependência do insumo fundamental para baterias produzido na
China.
Em Estados norte-americanos como Carolina do Norte e Nevada,
as mineradoras estão trabalhando para revitalizar a indústria de
lítio dos EUA, que já foi a maior do mundo até a década de 1990.
A demanda global pelo metal leve deverá quadruplicar até
2025. As mineradoras estão apostando que o crescimento dos EUA
vai render encomendas de fabricantes de baterias e de veículos
que têm receio de dependerem demais da China, que abriga a
maioria das instalações de processamento de lítio do mundo e
consome a grande parte da produção da Austrália, a maior do
mundo.
A Piedmont Lithium , uma pequena empresa de
mineração nos estágios iniciais de um plano para revitalizar a
produção de lítio na Carolina do Norte, foi abordada nos últimos
meses por duas grandes montadoras de veículos norte-americanas,
disse o presidente-executivo, Keith Phillips.
"Eles estão animados com a ideia de garantir o fornecimento
de lítio fora da China", disse Phillips em uma entrevista,
recusando-se a nomear as montadoras. Mineradoras também estão
avançando em projetos de lítio em Estados como Utah, Califórnia
e Arkansas.
Os Estados Unidos produziram cerca de 2 por cento do lítio
do mundo no ano passado, de uma única mina, em Nevada. Mas o
país tem cerca de 13 por cento dos reservas identificadas do
mundo, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS).
Em maio, os Estados Unidos incluíram o lítio entre 35
minerais essenciais, o que pode acelerar a concessão de licenças
de mineração.
"Dada a sua proximidade e a oportunidade de diversificar a
cadeia de fornecimento, certamente estaríamos interessados ??em
fontes de lítio baseadas nos EUA – contanto que seja
sustentável, ambientalmente amigável e com preços competitivos",
disse um porta-voz de uma grande montadora dos EUA. A empresa se
recusou a ser identificada.
Os Estados Unidos foram derrubados de décadas de liderança
na produção de lítio nos anos de 1990, quando o Chile começou a
extração a custos mais baixos do que nos EUA, disse Brian
Jaskula, analista do USGS.
Embora o aumento dos preços do metal tenha melhorado as
perspectivas de desenvolvimento, alguns dos depósitos de lítio
exigirão tecnologia ainda não testada para extração. Isso pode
dificultar o desenvolvimento do mercado norte-americano.
"Eu acho que é totalmente viável nos próximos quatro, cinco
ou mais anos para ver um ou dois desses projetos entrarem em
produção", disse Andrew Miller, analista da consultoria
Benchmark Mineral Intelligence.
(Por Nicole Mordant)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))
REUTERS SI AAJ


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