Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – O setor de carne bovina do
Brasil está disposto a dar "garantias adicionais" para que a
Rússia reabra seu mercado à proteína nacional, disse nesta
quarta-feira o presidente da Associação Brasileira das
Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Jorge
Camardelli.
Ele não especificou quais seriam essas "garantias", mas
comentou que poderiam envolver questões sanitárias, se
necessário.
Desde 1° de dezembro, a Rússia suspendeu as importações de
carnes do Brasil, alegando a presença do aditivo alimentar
ractopamina em alguns lotes importados de proteína suína.
"Se tivermos de colocar garantias adicionais, estamos
dispostos a isso. Entendemos o lado russo, que zela pela
segurança (alimentar), e precisamos que a Rússia reabra seu
mercado, pois é importante para nós", comentou Camardelli no
intervalo de um evento em São Paulo.
A Rússia respondeu por cerca de 11 por cento das exportações
de carne bovina do Brasil até outubro, de acordo com a Abiec.
Em relação à carne suína, por aproximadamente 40 por cento,
conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que
representa o setor de suínos e aves.
A ractopamina, um estimulante de crescimento usado como
ingrediente à ração animal, não é tolerada na Rússia.
No Brasil, a ractopamina não é autorizada na produção de
carne bovina, mas na de suína tem sinal verde, cabendo aos
exportadores o controle das vendas ao país euroasiático.
"Estamos tranquilos quanto à fiscalização de uso da
ractopamina no Brasil e satisfeitos quanto ao trabalho do
Ministério da Agricultura para reabrir esse mercado",
acrescentou Camardelli.
O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e um
dos principais no segmento de carne suína.

(Por José Roberto Gomes; edição de Roberto Samora)
(([email protected] 5511 5644 7751 Reuters
Messaging: [email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation