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SÃO PAULO, 26 Jan (Reuters) – Seguradoras no Brasil estão
começando a usar um aplicativo que monitora o modo como
motoristas dirigem para poder mensurar riscos e,
consequentemente, o preço de apólices de seguros de automóveis.
O aplicativo no celular, de instalação voluntária, inclui um
sistema de telemetria que se conecta ao veículo para mostrar
informações sobre o perfil da condução (velocidade, frenagem,
uso do celular ao volante) horários mais frequentes de uso do
veículo. A partir desses dados, a ferramenta aplica uma
pontuação, a partir da qual mede-se o nível de risco em termos
de colisão ou sinistro.
"O sistema pode ser usado como uma espécie de cadastro
positivo do motorista que, se tiver uma avaliação positiva, pode
receber em troca oferta de apólices mais baratas", disse Ricardo
Lachac, diretor de seguros no Brasil da LexisNexis, empresa
norte-americana especializada em medição de riscos e que já tem
parcerias com seguradoras em mercados como Grã-Bretanha,
Espanha, Austrália e Estados Unidos.
Primeira a usar o serviço no país, a SulAmérica
fez desde outubro um período de testes com cerca de 5 mil
pessoas, incluindo funcionários. Agora, está começando a oferta
do serviço em larga escala, inclusive para não clientes.
O plano da Sul América é justamente usar os resultados do
sistema para oferecer recompensas. "Quanto mais segura for a
direção do carro, mais pontos pode acumular e ser recompensado
com benefícios tais como até 400 reais de desconto no seguro,
800 reais na franquia ou 30 diárias extras no carro reserva",
afirmou a seguradora em comunicado.
Outras seguradoras no país também estão testando o sistema,
disse Lachac, mas sem revelar os nomes. Segundo ele, de posse
desse recurso essas empresas podem desenhar produtos para um
enorme público no Brasil que não tem seguro de automóveis.
Estimativas do mercado segurador apontam que apenas cerca de
17 milhões de uma frota superior a 60 milhões de veículos no
Brasil têm seguro.
"Para as seguradoras, seria um caminho para atrair público
que hoje está fora do mercado porque acha seguro muito caro",
disse Lachac.

(Por Aluisio Alves; Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; + 55 11 5644-7712;
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