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Segunda-feira de alta nas bolsas da Europa, EUA e Brasil

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Depois do final de semana complicado pela entrevista de Joesley à Revista Época e, de Temer, ter entrado com processo contra o empresário, até que os mercados tiveram dia de comportamento tranquilo. Não podemos esquecer que o dia embutiu o vencimento de opções para o prazo junho que traz algum rescaldo para as próximas sessões.

Na verdade, o dia foi bastante positivo para todos os mercados acionários, começando pela Ásia, passando pela Europa e pelos novos recordes históricos atingindo pelos mercados nos EUA. No Brasil, tivemos bem mais comedidos, exatamente por conta dos riscos políticos e sequência de eventos envolvendo políticos durante o restante da semana.

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No exterior, quadro mais tranquilo com o presidente da França obtendo a maioria das cadeiras no parlamento (308) e podendo mudar seu gabinete centrista. O Brexit teve início conforme prometido e o noticiário que chega no Brasil dá conta que os dois lados (Reino Unido e União Europeia) estão com atitude construtiva sobre as negociações. Tivemos noticiário de possíveis acordos entre Reino Unido e EUA.

Falando em EUA, o presidente do FED de NY, Dudley, identificou que os ganhos na economia não estão bem distribuídos, que a produtividade segue fraca e inflação abaixo do desejável pelo FED. Porém, diz que os planos de ajuste da política monetária são sensatos e espera que o Congresso concorde com alívio para as pequenas instituições. A Arábia Saudita acredita que até o quarto trimestre o mercado de petróleo esteja equilibrado, mas mesmo assim tivemos mais um dia de queda do óleo.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY tinha queda de 1,36%, como barril cotado a US$ 44,13. O euro era transacionado em queda para US$ 1,115 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em 2,19%. O ouro e a prata foram negociados em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

No segmento local, o presidente Temer saiu em viagem deixando vídeo divulgado pelas redes sociais e a pesquisa Focus trouxe inflação e PIB em queda para 2017 e 2018. O saldo da balança comercial até a terceira semana de junho estava positivo em US$ 3,6 bilhões, acumulando superávit no ano de 2017 de US$ 32,6 bilhões. A Fitch, uma das três maiores agências de classificação de risco do mundo, declarou que a incerteza política pode reduzir o ritmo de alta do PIB nos próximos trimestres.

O BNDES aprovou R$ 1,0 bilhão para três projetos de energia eólica, e a Vale volta a ser objeto de possível reestruturação estatutária que ajudou a puxar o mercado hoje. No fechamento do dia, os DIs mostravam quedas de juros para os vencimentos mais líquidos e o dólar oscilou bastante e fechando em queda de 0,06% e cotado a R$ 3,29. Na Bovespa, na sessão de 14 de junho (dia de vencimento do índice), os estrangeiros retiraram recursos da ordem de R$ 944 milhões, deixando o saldo negativo do mês em R$ 1,56 bilhão e o ano ainda com ingresso líquido de R$ 4,1 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta da bolsa de Londres de 0,81%, Paris com +0,90% e Frankfurt com +1,04%. Madri e Milão com valorizações de respectivamente 0,83% e 0,35%. Nos EUA, o Dow Jones em alta de 0,67% e Nasdaq com +1,42%. Na Bovespa, dia de alta de 0,64% e índice em 62018 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe da segunda quadrissemana de junho e nos EUA discurso do dirigente do FED, Kaplan, além do saldo em conta corrente do trimestre.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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