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Segunda-feira com baixa liquidez dos mercados de risco

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A primeira sessão da semana foi marcada por cautela dos investidores e baixa liquidez dos mercados de risco. O feriado de Columbus Day nos EUA retirou parte da liquidez apesar das bolsas estarem operando. Mais cedo tivemos a bolsa de Tóquio e Seul fechadas também por feriados.

Já a cautela ficou por conta das relações diplomáticas esgarçadas entre os EUA e Turquia, depois de prisões e interrupção de fornecimento de passaporte entre os dois países. Além disso, começa a existir dissenções com relação a Catalunha. A governadora de Barcelona pediu que o presidente da Catalunha não declare independência, depois de manifestações contra no final de semana. A França já declarou que não irá reconhecer a independência da Catalunha, caso seja declarada.

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Igualmente, seguem as pressões sobre Theresa May e as negociações do Brexit. O líder da oposição no Reino Unido disse que nenhum progresso foi feito com relação às negociações do Brexit e o prazo começa a se estreitar. Membro do BCE (BC Europeu) disse que a inflação da região está longe da meta e que as medidas adotadas tiveram o efeito correto. Apesar disso, acha que a política de flexibilização deve ser revista em 2018.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava recuperação e fechava em alta de 0,58% e com o barril cotado a US$ 49,58, afetado pela paralisação de atividades no Golfo do México por conta da tempestade Nate. O euro era transacionado em US$ 1,175 e os notes americanos tiveram como última cotação (sexta-feira) taxa de juros de 2,36%. O ouro e a prata em dia de boa alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago.

No Brasil, o IGP-DI de setembro registrou alta de 0,62% (anterior em +0,24%), acumulando em 2017 inflação de 2,03% e em 12 meses deflação de 1,04%. O IPC-S da primeira quadrissemana de outubro veio com alta de 0,14%, contra deflação anterior de 0,02%. O saldo da balança comercial da primeira semana de outubro ficou em US$ 1,9 bilhão, acumulando no ano superávit de US$ 55,18 bilhões.

A Anbima divulgou que a captação dos fundos em setembro foi recorde com R$ 221 bilhões acumulado no ano, contra captação em igual período do ano anterior de R$ 83 bilhões. No terceiro trimestre foi recorde com captação de 90,1 bilhões. Na sequência dos mercados, os DIs tiveram dia de alta de juros e o dólar subiu forte (mais de 1,0%), encerrando com alta de 0,92% e cotado a R$ 3,186. Na B3, na sessão de 05 de outubro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 92,5 milhões, deixando o acumulado do mês positivo em R$ 226,0 milhões e o ingresso líquido do ano com R$ 15,0 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda na bolsa e Londres de 0,20% (Theresa May fraca), Paris com alta de 0,11% e Frankfurt com +0,16%. Madri e Milão em dia de alta de respectivamente 0,50% e 0,38%. No mercado americano, dia de poucas oscilações e volumes baixos. O Dow Jones encerrou com queda de 0,06% e o Nasdaq com -0,16%. Na B3, dia de queda de 0,43%, com o índice em 75726 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos a FGV mostrando indicadores do mercado de trabalho e o IBGE, além do levantamento sistemático da produção agrícola de setembro. Nos EUA, a confiança do pequeno empresário e discurso dos presidentes do FED de Minneapolis (Kashkari) e Kaplan de Dallas.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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