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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Ben Blanchard e Michael Martina
PEQUIM, 2 Jun (Reuters) – O secretário de Comércio dos
Estados Unidos, Wilbur Ross, chegou a Pequim neste sábado
visando garantir mais compras chinesas de bens e energia
norte-americana, dias após Washington intensificar a pressão em
sua disputa com a China e enfurecer aliados com tarifas sobre
aço e alumínio.
Ross não falou com os jornalistas em seu hotel em Pequim na
tarde de sábado. Ele jantaria com o vice-premiê chinês, Liu He,
principal negociador de Pequim na disputa comercial, na
Diaoyutai State Guest House, disse uma autoridade
norte-americana. Os dois também devem se encontrar no domingo.
A visita de Ross ocorre após ameaças de renovação de tarifas
esta semana pelo governo Trump contra a China, e enquanto
aliados norte-americanos estão de mau humor com Washington após
serem afetados com impostos sobre o aço e o alumínio.
Os Estados Unidos e a China ameaçaram tarifas de retaliação
sobre bens de até 150 bilhões de dólares cada.
Após uma trégua comercial entre os dois pesos pesados ??da
economia, a Casa Branca advertiu esta semana que continuará a
buscar tarifas sobre importações chinesas no valor de 50 bilhões
de dólares, além de impor restrições aos investimentos chineses
nos Estados Unidos e controles de exportação mais rígidos.
Ross, que foi precedido em Pequim nesta semana por mais de
50 autoridades dos EUA, deve, durante a visita de dois dias,
tentar garantir compras de longo prazo de commodities agrícolas
e de energia dos EUA para ajudar a reduzir o déficit comercial
de 375 bilhões de dólares com a China.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que a
China tome medidas para reduzir a diferença em 200 bilhões de
dólares por ano até 2020.
A equipe dos EUA também quer garantir maior proteção à
propriedade intelectual e o fim dos subsídios chineses que
contribuíram para a superprodução de aço e alumínio.
Enquanto muitos países compartilham a frustração dos EUA com
o comércio chinês e as práticas econômicas, críticos da política
norte-americana sob Trump alertam que Washington arrisca alienar
a União Europeia, o Canadá e o México com tarifas de 25 por
cento sobre o aço e 10 por cento sobre o alumínio.
Na sexta-feira, o governo brasileiro afirmou que as
restrições não se justificam "e segue aberto a construir
soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de
ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados
Unidos, reservando seus direitos nos âmbitos bilateral e
multilateral", segundo nota conjunta os ministérios de Relações
Exteriores e o de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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