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Por José Roberto Gomes
MATA DE SÃO JOÃO, Bahia , 23 Nov (Reuters) – Secas ao longo
dos últimos cinco anos dizimaram aproximadamente 30 por cento
das lavouras de café arábica na Bahia, áreas que atualmente
dependem de replantio para voltar a produzir, disse nesta
quinta-feira o presidente da Associação dos Produtores de Café
do Estado (Assocafé), João Lopes Araujo.
"Cerca de 30 por cento do arábica produzido no semiárido da
Bahia está perdido, não se recupera mais, por causa da seca que
já dura cinco anos", comentou ele no intervalo do EnCafé, maior
evento da indústria brasileira de café, realizado nesta semana
na Bahia.
Araujo não citou números, mas o levantamento mais recente da
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) evidencia as perdas
registradas pela cultura no Estado do Nordeste, que é o quinto
maior produtor da variedade no país.
Neste ano, a safra baiana de arábica está estimada em 981
mil sacas, queda expressiva de 22,6 por cento na comparação com
2016. Em 2013, antes dos problemas com a estiagem, a Conab
citava uma produção de quase 1,4 milhão de sacas para o Estado.
Na contramão, a colheita de café conilon (robusta) se
recupera graças a um clima favorável. Cultivado mais ao sul da
Bahia, as lavouras foram beneficiadas neste ano por chuvas em
bom volume e devem produzir mais de 2 milhões de sacas em 2018,
segundo Araujo.
"O conilon vai muito bem, está se recuperando muito bem",
disse ele.
A Bahia é o segundo maior produtor nacional de robusta,
atrás apenas do Espírito Santo.

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected] 5511 5644 7751 Reuters
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