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Por Alberto Alerigi Jr.
SÃO PAULO, 24 Nov (Reuters) – A Saraiva fechou
acordo para vender livros nos sites da empresa de comércio
eletrônico B2W , dona das bandeiras Americanas.com e
Submarino, repetindo uma estratégia iniciada em setembro com a
venda de produtos no Mercado Livre .
A maior rede de livrarias do Brasil está promovendo uma
reestruturação de suas operações, em meio à fraqueza da economia
e mudanças de hábitos dos consumidores que têm incentivado a
empresa a fechar ou reduzir o tamanho de suas lojas físicas. Ao
mesmo tempo, tem visto nos chamados "marketplaces" da Internet
oportunidades de ampliar sua base de clientes.
"A resposta dos clientes tem sido muito boa. No Mercado
Livre, a venda tem sido acima da expectativa que tínhamos e
estamos estudando outras parcerias", disse em entrevista à
Reuters o vice-presidente comercial da Saraiva, Marcelo Ubriaco.
"Até três meses atrás estávamos disputando clientes com a B2W e
agora estamos vendendo juntos", acrescentou.
Segundo ele, hoje a rede tem 220 mil títulos no Mercado
Livre enquanto na B2W são 150 mil. "A tendência é que esses
números se igualem", disse o executivo, acrescentando que a
Saraiva está testando vendas de outras categorias de produtos no
Mercado Livre.
O executivo evitou mencionar números precisos, mas afirmou
que 70 por cento das compras de produtos da Saraiva expostos no
Mercado Livre desde setembro foram feitas por consumidores que
não eram clientes da rede de livrarias.
As parcerias com Mercado Livre e B2W, os dois maiores grupos
de varejo online do Brasil, vem após a Saraiva ter fechado em
setembro 12 lojas no país, reduzindo sua presença para 100
pontos em 17 Estados e Distrito Federal.
"Hoje estamos fazendo troca de ativos não rentáveis. Estamos
num processo de fechamento de lojas e aberturas… Em setembro
fomos mais contundentes, ainda estamos analisando novos
fechamentos, mas o que era mais emergencial, já fizemos", disse
Ubriaco.
Entre as mudanças mais recentes, a empresa reduziu pela
metade os 2.000 metros quadrados de área de loja mantida no
Morumbi Shopping, centro de compras de alto padrão, operado pela
Multiplan , na capital paulista. O corte foi
implementado há duas semanas, disse Ubriaco. "Categorias de
música e filme ocupavam quase um quarto da loja, o que não faz
mais sentido com o processo de digitalização. Área de vendas em
shopping center é algo caro e não podemos manter uma área que
não adiciona rentabilidade", afirmou o executivo.
A Saraiva, porém, não pretende fechar seu próprio site de
comércio eletrônico após as parcerias com marketplaces, como são
conhecidos os sites de venda online que comercializam produtos
de terceiros. Ubriaco afirmou que a Saraiva prefere manter seu
site diante da integração do canal com as lojas físicas da
empresa, apesar do tíquete médio de cerca de 100 reais ser menor
que a média do mercado de 400 reais.
Segundo ele, o site da Saraiva recebe 229 milhões de visitas
por ano e em 20 por cento das vendas de livros da companhia pela
Internet o cliente opta por retirar os produtos nas lojas
físicas da rede. "É difícil dissociar isso", afirmou o
executivo.
E enquanto faz parcerias envolvendo seus próprios produtos,
a Saraiva prepara para reforçar em uma segunda etapa as
parcerias com vendedores do próprio marketplace da rede de
livrarias, afirmou o executivo. Para isso, a empresa deverá
unificar o sistema de carrinho de compras, que hoje força o
cliente a pular para o site do vendedor para concluir a compra
em vez de se manter na página da Saraiva.
"Isso demonstra que o marketplace vai ter vários desenhos.
Marketplaces como Mercado Livre que vendem de tudo e
marketplaces de categorias complementares", disse Ubriaco. Ele
estimou em 24 meses a chegada de melhorias de carrinho único ao
sistema da Saraiva e ampliação de parcerias da empresa na área.
No curto prazo, a Saraiva deve adicionar mais quatro lojas
ao seu parque entre até o fim de 2018, disse o executivo,
mantendo a lógica de formatos menores, algo que também está
sendo adotado por rivais de outros segmentos, como a Via Varejo
.
Sobre a Black Friday, evento que ocorre nesta sexta-feira
que varejistas prometem praticar descontos sobre uma ampla
variedade de produtos de oferta limitada, Ubriaco disse que a
grande dúvida é saber se o crescimento das consultas dos
consumidores verificado nos últimos dias vai se converter em
compras de fato.
"Muita gente está pesquisando, mas temos que ver se isso se
converte em pedidos…Daqui sete dias cai uma parte do 13º
(salário) e isso ajuda drasticamente o sucesso do evento",
afirmou o executivo.

(Edição Raquel Stenzel)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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