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SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – A moagem de cana do Grupo São
Martinho , um dos maiores do setor sucroenergético do
Brasil, cresceu 15,2 por cento na safra 2017/18, com a produção
de etanol hidratado disparando 73 por cento ante o ciclo
anterior, após a companhia dedicar maior parcela da
matéria-prima à fabricação do biocombustível.
Em fato relevante divulgado na noite de quarta-feira sobre o
término do processamento, a empresa, que possui três usinas em
São Paulo e uma em Goiás, informou que esmagou 22,2 milhões de
toneladas de cana na temporada deste ano ante 19,3 milhões de
toneladas 2016/17.
No ciclo, o mix de produção pendeu para o etanol, com 53 por
cento da oferta de matéria-prima sendo direcionada ao álcool. Na
safra passada, a destinação para o biocombustível foi de 46 por
cento.
Com isso, a fabricação de etanol anidro cresceu 22,4 por
cento, para 487 milhões de litros, e a de hidratado saltou 73,1
por cento, para 466 milhões de litros, em meio a um cenário de
preços mais atrativos para o concorrente direto da gasolina nos
últimos meses.
A produção de açúcar também cresceu, totalizando 1,4 milhão
de toneladas, alta de 8,2 por cento ante 2016/17.
Os incrementos refletem não só a maior moagem, mas também a
melhora no nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), de 139,8
kg por tonelada de cana moída, 7,3 por cento acima do observado
no ano anterior.
Os volumes registrados pelo Grupo São Martinho ficaram
praticamente em linha com o esperado e, de acordo com a empresa,
são resultado de avanços operacionais e da incorporação total da
Usina Boa Vista, até o ano passado operada em parceria com a
Petrobras Biocombustíveis.

OUTROS NEGÓCIOS
Também em fato relevante divulgado na noite de quarta-feira,
o Grupo São Martinho informou que sua subsidiária integral São
Martinho Terras Imobiliárias e a Alphaville Urbanismo encerraram
o consórcio do empreendimento Alphaville Limeira, firmado em
outubro de 2014.
Conforme o Grupo São Martinho, o projeto foi encerrado "por
não haver, neste momento, condições de mercado favoráveis para o
desenvolvimento deste tipo de empreendimento na região" do
interior paulista.
O projeto imobiliário ocuparia aproximadamente 124 hectares,
equivalentes a 4,2 por cento do total das áreas da São Martinho
destinadas a empreendimentos imobiliários, "os quais serão
destinados pela companhia a outros projetos cujas
características possuem, atualmente, melhor aceitação na
região".

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(Por José Roberto Gomes; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]reuters.net))


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