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Saldo da balança comercial de junho registra superávit de US$ 7,19 bilhões

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Com o mercado americano fechando logo no início da tarde, o restante do dia ficou sonolento para a Bovespa, única bolsa de porte aberta. Bom que a alta do petróleo no mercado internacional acabou por promover recuperação das ações da Petrobras, ajudando a Bovespa a se manter em alta e próxima dos 63300 pontos que vínhamos alertando.

Na Europa, tivemos indicadores de atividade PMI sendo divulgados para o mês de junho, e todos acima dos 50 pontos, o que significa expansão da atividade. Destacamos altas no segmento agrícola ajudando no fechamento positivo. Nos EUA, o PMI industrial registrou queda para 52,0 pontos em junho e o ISM dos gerentes de compras de Chicago em alta para 57,8 pontos, de esperados 55,0 pontos.

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Ainda nos EUA, os gastos com construção (leia-se investimentos) ficou estável, contra previsão de crescimento de 0,3%. No mês anterior tinha encolhido 0,7%. No país, existem tensões com a China e as ações de tecnologia sofrem pressão vendedora, facilmente detectado pelo comportamento do Nasdaq. Em compensação, durante o curto pregão, o Dow Jones voltou a bater recorde histórico.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 2,15%, com o barril cotado a US$ 47,03. O euro era transacionado em queda para US$ 1,136 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,35%, em alta. O ouro e a prata negociados na Comex mostraram quedas e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago. O minério de ferro no futuro também mantinha alta, o que garantiu boa performance para as ações de Vale e siderúrgicas.

Internamente, a pesquisa semanal Focus veio tranquila com inflação em queda em 2017 para 3,46% (anterior em 3,48%) e queda para 4,25% em 2018 (anterior em 4,30%). O PIB de 2017 em +0,39% e queda para 2,00% em 2018 (de 2,10%). A produção industrial de 2017 subiu para 0,66% e o saldo da balança comercial com alta para US$ 58,75 bilhões. O PMI da atividade industrial de junho caiu para 50,5 pontos, vindo de 52,0 pontos no mês anterior.

A CNI (Confederação da Indústria) anunciou que o faturamento real de maio cresceu 5,5% contra o mês anterior, mas no ano mostra queda de 5,7%. As horas trabalhadas cresceram 1,6%, enquanto no ano ainda mostra contração de 3,1%. A utilização da capacidade instalada de maio ficou em 77,4%. O emprego industrial de 2017 mostra queda de 4,0%. O saldo da balança comercial de junho registrou superávit de US$ 7,19 bilhões (recorde para o mês), deixando o superávit do ano em
US$ 36,2 bilhões.

Do lado político, pelo segundo dia seguido, não houve quórum para começar a contar o prazo de 10 sessões para que o presidente Temer faça sua defesa na CCJ, o que pode eventualmente alongar mais o sofrimento.

Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs tiveram dia de queda para os vencimentos mais líquidos e o dólar terminou o dia em queda de 0,20% e cotado a R$ 3,305.

Na Bovespa, na sessão de 29 de junho, os investidores estrangeiros alocaram recursos da ordem de R$ 147 milhões, deixando o saldo negativo do mês em R$ 1,11 bilhão e o do ano com ingressos de R$ 4,55 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta nas principais bolsas europeia, com Londres subindo 0,88%, Paris com +1,47% e Frankfurt com +1,22%. Madri e Milão com altas de respectivamente 1,50% e 2,08%. No mercado americano, alta de 0,60% para o Dow Jones e Nasdaq com -0,49%. Na Bovespa, dia de alta de 0,60%, com o índice em 63279 pontos.

Na agenda de amanhã, o IBGE mostra a produção industrial de maio e na China sai o índice Caixin da atividade industrial. Nos EUA, feriado do Dia da Independência e mercados fechados.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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