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BUENOS AIRES, 12 Mar (Reuters) – As esperanças foram
perdidas quanto a qualquer recuperação nas produtividades de
soja na Argentina, cujas lavouras têm sido afetadas por uma seca
que já dura quatro meses e não dá sinais de enfraquecimento,
disseram produtores e analistas nesta segunda-feira, levando a
China a intervir para preencher a lacuna deixada pelo maior
produtor nas exportações de farelo de soja.
A seca que atinge os Pampas da Argentina desde meados de
novembro levou produtores a cortarem repetidamente suas
estimativas para a safra 2017/18. As chuvas fracas previstas
para os próximos dias não serão suficientes para restaurar as
plantações prejudicadas pelo forte sol de verão do Hemisfério
Sul.
"A atual temporada está morta em termos de produtividade",
disse German Heinzenknecht, especialista climático na
consultoria Applied Climatology.
"As chuvas que estão a caminho não ajudarão a soja ou o
milho, mas elas podem melhorar as condições de plantio para o
trigo, que começará a ser plantado em maio."
Nesse cenário, as exportações de farelo de soja pela China
em 2017/18 devem dobrar para aproximadamente 2 milhões de
toneladas, disseram operadores nesta segunda-feira, puxadas pela
baixa oferta da Argentina. Países asiáticos liderados pelo
Japão, Coreia do Sul e Vitenã são grandes importadores de farelo
de soja.
A Argentina é o terceiro maior exportador de soja e milho do
mundo, assim como o principal fornecedor de ração animal à base
de soja, usada da Europa à Ásia para engordar suínos e gado.
(Por Hugh Bronstein)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM JRG


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