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SÃO PAULO, 15 Mai (Reuters) – A Sabesp avalia ter
sido uma coincidência a saída do presidente-executivo Jerson
Kelman após a conclusão do ciclo de revisão tarifária, que ficou
abaixo do esperado pela companhia, afirmou o diretor financeiro
da empresa de saneamento paulista, Rui Affonso, nesta
terça-feira.
A companhia, que tem 50,3 por cento do seu capital
controlado pelo governo do Estado de São Paulo, anunciou na
noite da véspera que o conselho de administração aprovou o
pedido de demissão de Kelman, que ocupava o posto desde 2015.
Para o lugar do executivo, o conselho de administração indicou
Karla Trindade, subsecratária de parcerias e inovação do governo
paulista e que foi diretora da agência reguladora Arsesp até
2015.
"É uma coincidência. Não há relação de causa e efeito entre
a mudança no presidente da Sabesp e revisão tarifária e a
política de dividendo. São fatores diferentes que confluíram
temporalmente", disse Affonso em teleconferência com analistas.
Segundo o executivo, o plano de capitalização da Sabesp
"terá que ser reavalidado com o novo governo do Estado de São
Paulo, vamos avaliar a temporalidada dele".
O governo paulista anterior, de Geraldo Alckmin (PSDB),
sancionou a criação da holding da Sabesp, um passo anterior à
capitalização, em setembro do ano passado. Na época, Kelman
afirmou que a capitalização da empresa deveria acontecer até o
início deste ano. Alckmin deixou o governo paulista no mês
passado para concorrer nas eleições de outubro, sendo
substituído pelo vice-governador, Márcio França.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição Raquel Stenzel)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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