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(Repete matéria publicada na noite de quarta-feira)
BRASÍLIA, 29 Nov (Reuters) – O plenário do Supremo Tribunal
Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira proibir a extração,
industrialização e comercialização do amianto variedade
crisotila, produto largamente utilizado no país na fabricação de
produtos para construção civil como telhas e caixas d'água.
Recentemente, o STF já havia se pronunciado nessa linha em
casos específicos, mas a decisão desta quarta-feira terá impacto
mais abrange por ter de ser seguido por toda a Justiça
brasileira.
Críticos ao uso do amianto alegam que o produto pode causar
risco para a saúde humana, tendo até mesmo potencial
cancerígeno.
No caso concreto, os ministros do STF analisaram um caso
referente a uma lei do Estado do Rio de Janeiro, mas entenderam
que o banimento do material tem de ser estendido para todo o
Brasil. A maioria da Corte seguiu o voto da relatora do caso,
Rosa Weber.
A Eternit , uma das principais fabricantes de
produtos que usam o amianto crisotila, anunciou mais cedo nesta
semana que vai substituir o material mineral por fibras
sintéticas, algo que será concluído até dezembro de 2018.
Segundo a companhia, atualmente, as fábricas localizadas no
Rio de Janeiro (RJ), Colombo (PR), Simões Filho (BA), Goiânia e
Anápolis (GO) utilizam em média 60 por cento de fibra sintética
de polipropileno e 40 por cento de fibra mineral de amianto
crisotila na fabricação de telhas. Até o final de 2018, o
processo produtivo das telhas, utilizará 100 por cento fibra
sintética de polipropileno.

(Por Ricardo Brito, edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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