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(Repete matéria publicada na sexta-feira)
Por Bruno Federowski
BRASÍLIA, 11 Mai (Reuters) – O recente salto do dólar frente
ao real não vai impedir o Banco Central de cortar os juros
novamente na semana que vem, mostrou pesquisa da Reuters
publicada nesta sexta-feira, já que a lentidão da retomada
econômica deve limitar quaisquer pressões inflacionárias.
Isso deve permitir que o BC mantenha a Selic em mínimas
históricas durante todo o ano de 2018 enquanto enfrenta
dificuldades para elevar a inflação em direção à meta, segundo o
levantamento.
Quarenta de 42 economistas consultados pela Reuters esperam
que o BC corte a Selic em 0,25 ponto percentual ao fim de sua
próxima reunião, em 16 de maio. Dois esperam manutenção. Hoje, a
Selic está na mínima histórica de 6,50 por cento ao ano.
A previsão quase consensual ilustra como a inflação baixa
vem repetidamente frustrando os planos do BC de dar fim ao
aperto monetário mais profundo em décadas desde que sinalizou a
intenção de fazê-lo em fevereiro.
É também uma mudança notável em relação à pesquisa anterior,
realizada antes da reunião de março do Comitê de Política
Monetária (Copom). Na época, a maioria dos economistas esperava
que a Selic ficasse em 6,50 por cento por um bom tempo, embora
vários reconhecessem que o BC poderia deixar as portas abertas
para novo corte em seu comunicado.
A guinada "dovish" vem após uma série de indicadores
econômicos, envolvendo desde a atividade econômica e vendas no
varejo a produção industrial e o setor de serviços,
decepcionarem nos últimos meses, sugerindo que a recuperação
econômica tropeçou neste início de ano.
Isso tem ajudado a manter a inflação bem abaixo da meta
deste ano, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto
percentual para cima ou para baixo, mesmo com o dólar atingindo
as máximas em vários anos.
Com o centro da meta deste ano distante, o BC deve voltar o
foco para a meta de 2019, de 4,25 por cento, disse o economista
do Banco MUFG Brasil Mauricio Nakahodo.
A alta do dólar, resultado de apostas crescentes na subida
dos juros norte-americanos em meio ao déficit fiscal crescente e
à aceleração da inflação, poderia gerar pressões inflacionárias
ao encarecer importados. Mas a atividade lenta deve evitar
qualquer pressão significativa, disseram analistas.
Isso deve levar o BC a esperar até pelo menos 2019 antes de
elevar os juros, disseram todos os 32 economistas que
responderam uma pergunta adicional. Dois deles acreditam que o
primeiro aumento virá apenas em 2020, quando a economia
finalmente aquecer.
Os resultados jogam luz sobre a crescente convicção de que
os juros permanecerão baixos por mais tempo que o esperado. Na
pesquisa anterior, três de 35 economistas previram que a Selic
subiria ainda em 2018.
Dados econômicos fracos levaram o JPMorgan a postergar sua
projeção para de alta de juros para o fim do segundo trimestre
de 2019. Antes, os economistas previam puxada em janeiro.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; Twitter: https://twitter.com/b_federowski
; +55 11 5644 7768; Reuters Messaging:
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