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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Repete matéria publicada na terça-feira)
Por Bruno Federowski e Khushboo Mittal
BRASÍLIA, 6 Mar (Reuters) – A taxa de inflação provavelmente
recuou um pouco em fevereiro, ainda mais abaixo do piso da meta
oficial deste ano, em meio à lenta recuperação da atividade,
fortalecendo as apostas em novo corte dos juros básicos neste
mês.
O IPCA provavelmente subiu 2,85 por cento nos 12 meses até
fevereiro, de acordo com a mediana de 22 estimativas em pesquisa
da Reuters com economistas.
Essa estimativa ligeiramente abaixo da taxa de 2,86 por
cento do IPCA-15 em fevereiro e do IPCA em janeiro, sugerindo
que a inflação continua estagnada mesmo com os juros na mínima
histórica.
Apenas um economista espera que o IPCA de fevereiro, que
será divulgado na sexta-feira às 9h, ficará dentro da meta, de
4,5 por cento com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou
para baixo.
Uma medida calculada pela Thomson Reuters que dá mais peso
aos economistas que mais acertam apontou alta do IPCA ainda mais
baixa, de 2,84 por cento, indicando que há margem para decepção.
"Esse cenário implica uma decisão difícil para o Banco
Central na reunião de 21 de março: manter os juros, que já estão
em patamares baixos, em 6,75 por cento ou cortar a Selic em 0,25
ponto percentual, a 6,50 por cento", escreveram economistas do
UBS em relatório.
Após o resultado mais fraco que o esperado do Produto
Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, o UBS espera novo corte
de 0,25 ponto percentual à Selic neste mês, encerrando o ciclo
mais profundo de corte de juros em uma década.
Os juros futuros sugerem que a maioria dos operadores
concorda com eles, mesmo após o BC indicar em sua última reunião
que considerava fortemente deixar os juros estáveis em março.

Essas expectativas também refletem declarações do presidente
do BC, Ilan Goldfajn, que reconheceu na véspera que a inflação
lenta vem surpreendendo até a própria autoridade monetária.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

A pesquisa mostrou ainda que, sobre janeiro, o IPCA
provavelmente subiram 0,32 por cento, de acordo com a mediana de
21 estimativas.
Chuvas favoráveis permitiram que reguladores cortassem as
tarifas de energia, parcialmente compensando a recuperação dos
preços de alimentos.
De forma mais ampla, porém, o desemprego elevado e a
capacidade ociosa entre as empresas vêm limitando as pressões de
preços. O núcleo da inflação, que não leva em conta preços
voláteis, vem oscilado entre 3 e 4 por cento, abaixo do centro
da meta.

(Edição de Patrícia Duarte)
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; +55 11 5644 7768; Reuters Messaging:
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