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(Repete matéria publicada na noite de segunda-feira sem
alterações)
Por Gram Slattery e Brad Haynes
SÃO PAULO, 13 Nov (Reuters) – A Oi ganhará com
uma injeção de capital de terceiros, mas a companhia deveria se
focar em negociações entre credores e acionistas antes de se
engajar com outros investidores estratégicos, disse nesta
segunda-feira o presidente-executivo da empresa em recuperação
judicial.
Em entrevista sobre os resultados da empresa no terceiro
trimestre, o presidente-executivo Marco Schroeder afirmou que
considera "extremamente importante" que a assembleia de credores
da operadora tenha sido adiada da sexta-feira passada para 7 de
dezembro, uma vez que credores e acionistas ainda não chegaram a
um entendimento.
A operadora entrou com pedido de recuperação judicial em
junho do ano passado, sob peso de cerca de 65 bilhões de reais
em dívidas.
A Oi divulgou lucro líquido de 8 milhões de reais entre
julho e setembro ante prejuízo líquido de 1,214 bilhão sofrido
um ano antes, apoiada em efeitos cambiais sobre a dívida em
moeda estrangeira.
Vários grupos sem participação significativa na operadora
propuseram injeção de recursos na Oi em troca de ações da
empresa, incluindo TPG Capital Management e a estatal chinesa
China Telecom .
"Eu creio que não é um bom momento para ter esta conversa",
disse Schroeder. "Temos que superar a questão da recuperação
judicial antes de nos engajar realmente com estes grupos",
afirmou Schroeder.
"Eu creio que foi extremamente importante marcar a
assembleia de credores para 7 de dezembro, mesmo se não for
conclusiva. As pessoas começam a discutir, começam a organizar
as ideias."
Se os credores votarem contra o plano de recuperação a ser
apresentado na assembleia, a Oi corre o risco de ter falência
decretada. Entretanto, disse Schroeder, essa possibilidade é
"praticamente inexistente" uma vez que os detentores de bônus da
empresa perderiam quase todo o investimento neste cenário.

RESULTADO
O lucro da Oi no terceiro trimestre foi o primeiro resultado
positivo da companhia desde 2015. Durante o trimestre, a Oi
continuou com estratégia de cortes de custos. As despesas
operacionais caíram 7,2 por cento sobre o mesmo período do ano
passado, para 4,321 bilhões de reais e o investimento nas
instalações da empresa recuou 1,5 bilhão de reais.
Apesar disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação
e amortização (Ebitda) caiu 2,4 por cento, para 1,6 bilhão de
reais.
A Oi teve queda de 7,3 por cento nas unidades geradoras de
receita, pressionadas por recuo de 10 por cento em serviços de
telefonia móvel.
A dívida líquida ao final de setembro somou 44,1 bilhões de
reais, ante 44,5 bilhões ao fim de junho. O caixa ficou em 7,73
bilhões de reais, alta de 8 por cento no ano a ano e de 4 por
cento na comparação trimestral.

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