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(Repete texto publicado na noite de quarta-feira sem
alterações)
* Abastecimento após greve dos caminhoneiros deve levar mais
dias

Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – O Grupo Pão de Açúcar (GPA)
está se reposicionando na área de supermercados e
relançando a bandeira Compre Bem para fazer frente ao
crescimento das redes regionais, disseram nesta quarta-feira
executivos da companhia.
"O novo modelo competirá com supermercados regionais. São
formatos que cresceram bastante nesses quatro anos de crise…
Vamos copiar o que eles fazem e fazer um pouco melhor", afirmou
a jornalistas Peter Estermann, presidente-executivo do GPA, em
encontro na sede da companhia, em São Paulo.
A marca Compre Bem foi adquirida pelo grupo em 2002 e
descontinuada em 2011. O processo de relançamento da bandeira
com atuação em micromercados regionais e foco nos públicos B e C
está sendo liderado pelo presidente do Assaí, Belmiro Gomes.
De acordo com Gomes, 20 supermercados Extra localizados no
Estado de São Paulo serão convertidos em Compre bem na primeira
fase do projeto, cuja conclusão está prevista para este ano. A
conversão exigirá um investimento de 100 milhões a 130 milhões
de reais, enquanto as reformas para adequação de instalações e
renovação de equipamentos devem levar, em média, 90 dias.
O novo Compre Bem terá uma estrutura autônoma dentro do GPA,
com CNPJ próprio e equipe comercial dedicada para garantir
competitividade em preço. As lojas devem ter, em média, 1.800
metros quadrados e mix de produtos com cerca de 7 mil itens
adaptados a cada região.
"O Compre Bem já nasce com esse ponto de atenção na
regionalização…Vamos 'customizar' com mais sortimento de
produtos", disse o diretor-executivo da nova bandeira, Sérgio
Leite.
Atualmente, o GPA tem 186 supermercados da bandeira Pão de
Açúcar e 187 do Extra. "Pelo menos metade das lojas Extra têm
potencial para conversão em Compre Bem", contou Estermann.
Questionado se o grupo teria considerado aquisição de rede
regional, o presidente-executivo ressaltou que a companhia já
dispunha de pontos bem localizados e que o objetivo é otimizar o
portfólio de lojas. "Vamos aprender a operar, ver o resultado e
depois a gente pensa nisso", disse Estermann.
O relançamento da marca Compre Bem não altera a projeção de
investimento de 1,6 bilhão de reais pelo grupo em 2018. O
projeto também não deve comprometer os planos de conversão de
hipermercados Extra em Assaí nem as reformas de lojas Pão de
Açúcar, segundo os executivos.

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ATACAREJO
O GPA planeja converter este ano entre 4 e 5 Extra Hiper em
lojas da rede Assaí, já presente em 18 Estados brasileiros.
Gomes ressaltou que o grupo ainda vê espaço para crescer em
atacarejo, independentemente da entrada de novos competidores.
Em 4 de junho, a empresa norte-americana de private equity
Advent comprou uma fatia de 80 por cento das operações do
Walmart no Brasil, com planos de investir na conversão
dos formatos de lojas em atacarejo.
"Não subestimo o competidor, mas (esse segmento) não é tão
simples de ser explorado", comentou Gomes, lembrando que o Assaí
vem crescendo em um cenário com forte concorrência e atualmente
é o quarto maior atacadista do Brasil.

ABASTECIMENTO
O impacto da paralisação de 11 dias dos caminhoneiros no fim
de maio foi diferente em cada formato e região de atuação do GPA
e o reabastecimento das lojas ainda não foi completamente
normalizado, disse Estermann.
Até o momento, completou o executivo, o reabastecimento
atinge 80 a 90 por cento, dependendo da região, e a previsão é
de que levará cerca de duas semanas para normalização. "Proteína
animal, frangos, suínos e ovos foram os mais afetados e podem
levar mais tempo", afirmou.
Ainda segundo ele, o GPA ganhou participação de mercado em
abril e a tendência é parecida para maio. A expectativa é de que
o impacto negativo da deflação dos alimentos se arrefeça nos
próximos meses, em meio aos impactos da greve dos caminhoneiros.
As ações do GPA encerraram a quarta-feira com
baixa de 0,55 por cento. Em 2018, acumulam baixa de cerca de 2
por cento.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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