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(Repete texto publicado na noite de quinta-feira)
Por Ana Mano e José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 11 Jan (Reuters) – O Brasil deverá colher neste
ano uma safra de soja bem próxima à obtida no ciclo anterior,
quando o maior exportador global da oleaginosa registrou um
volume recorde, de acordo com avaliações de duas consultorias
divulgadas nesta quinta-feira.
As revisões para cima nas projeções ocorreram diante de um
tempo favorável, com chuvas abundantes, e crescimento de área
plantada.
A Agroconsult elevou sua previsão da safra brasileira
2017/18 para 114,1 milhões de toneladas, ante 111 milhões de
toneladas projetadas em novembro.
O volume, embora igual ao recorde de 114,1 milhões de
toneladas registrado pela Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab) em 2016/17, ainda fica levemente abaixo das 114,6
milhões de toneladas consideradas pela Agroconsult para o ciclo
anterior.
Fatores climáticos ainda podem interferir na produtividade
final da safra, cuja colheita apenas começou, afirmou o diretor
da Agroconsult, André Pessôa, nesta quinta-feira.
"A safra de soja foi plantada com muita qualidade… O clima
vai determinar o tamanho e a produtividade da soja. Há previsão
de chuvas durante o período da colheita… muitos dias chuvosos
significam nuvens e pouca luz, prejudicando peso dos grãos",
ponderou Pessôa a jornalistas, ao lançar a expedição técnica
Rally da Safra, que vai avaliar as lavouras brasileiras a campo
nos próximos meses.
Além da Agroconsult, a consultoria AgRural elevou mais cedo
nesta quinta-feira a sua estimativa para 114 milhões de
toneladas de soja, volume superior ao de 112,9 milhões estimado
em dezembro e bem próximo do de 114,1 milhões registrado pela
Conab em 2016/17.
Na quarta-feira, a Céleres havia apontado uma safra de soja
em 111,8 milhões de toneladas, alta de 1,9 por cento ante a
projeção anterior.
O número da Céleres está mais próximo ao divulgado nesta
quinta-feira pela Conab. Ainda assim a consultoria aponta uma
safra bem maior do que a estatal, que estimou a produção
brasileira em 110,4 milhões de toneladas, versus 109,2 milhões
de toneladas esperadas em dezembro.

MILHO
No caso do milho, que junto com a soja responde por 90 por
cento dos grãos cultivados no país, a Conab prevê uma queda de
5,6 por cento na produção total de 2017/18 ante 2016/17, para
92,347 milhões de toneladas, com área de 17 milhões de hectares
(baixa de 2,9 por cento).
A redução na produção esperada ocorre após a soja ter
avançado em áreas plantadas com milho na temporada passada, na
esteira de preços pouco atrativos do cereal após uma safra
histórica no ano passado, de quase 98 milhões de toneladas.
A previsão de milho da Conab, porém, supera a projetada pela
Agroconsult, que projetou 91,6 milhões de toneladas, ante 94,4
milhões de toneladas na previsão anterior e 98,7 milhões de
toneladas em 2016/17.
Do total, 26 milhões de toneladas são de milho primeira
safra ("verão") e as outras 65,6 milhões de toneladas, de
segunda ("safrinha"), segundo a Agroconsult.

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(Com reportagem adicional e texto de Roberto Samora; edição de
Aluísio Alves)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))


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