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(Repete texto publicado na noite de segunda-feira)
Por Marcelo Teixeira
SÃO PAULO, 4 Jun (Reuters) – Uma joint venture entre um dos
maiores conglomerados brasileiros e um fundo de previdência
canadense que está entre os 10 maiores do mundo planeja se
tornar uma grande e relevante geradora de energia renovável no
Brasil, principalmente por meio de aquisições.
A Votorantim Energia e o Canada Pension Plan Investment
Board (CPPIB) concluíram na semana passada um acordo para formar
uma joint venture 50/50 que irá investir em energia renovável no
Brasil em busca de um crescimento agressivo no setor, disse o
presidente da empresa do grupo Votorantim, Fabio Zanfelice, em
entrevista à Reuters nesta segunda-feira.
O negócio havia sido originalmente anunciado pelas empresas
em dezembro do ano passado.
"Nós temos grandes ambições, e se você olhar para o tamanho
dos sócios, nós queremos construir uma empresa de presença, de
relevância neste mercado", afirmou o executivo.
Entre as oportunidades que a joint venture poderá avaliar
estão ativos que devem ser colocados à venda pela estatal
Eletrobras , segundo ele.
Por enquanto, a empresa administra dois grandes parques
eólicos no Nordeste, com uma capacidade combinada de geração de
565 megawatts.
Zanfelice disse que a companhia avalia várias oportunidades
de expansão no setor de renováveis, onde diversas empresas com
dificuldades financeiras têm buscado vender ativos após o Brasil
passar por sua pior recessão.
"Os dois sócios têm o desejo e o capital para crescer. Nós
não estamos estabelecendo alvos, estamos procurando bons
negócios para entregar bons retornos para os acionistas", disse
Zanfelice.
O conglomerado Votorantim já é um grande gerador de energia
no Brasil, com uma capacidade instalada de cerca de 2,2
gigawatts. A empresa focava até recentemente em gerar energia
para fornecer às suas subsidiárias, como a Companhia Brasileira
de Alumínio (CBA).
Mas a decisão de entrar o mercado de energia brasileiro de
uma maneira mais ampla, buscando contratos regulados de longo
prazo, é mais recente, segundo Zanfelice.
Ele disse que a atual instabilidade política e financeira do
Brasil não é um impedimento para o investimento canadense,
acrescentando que contratos no setor de energia do país são
sólidos, com retornos fixos.
Os parques eólicos administrados pela joint venture, por
exemplo, têm contratos de fornecimento por 20 anos.
A joint venture também vê potencial no Brasil para os
chamados parques híbridos, que combinarão no mesmo local
capacidade eólica, solar e, no futuro próximo, de armazenamento,
através de baterias.
"Adicionar painéis solares nos parques eólicos
complementaria a produção, e as baterias estabilizariam a
geração", disse o executivo. A solução também ofereceria ganhos
de sinergia, já que as estruturas usariam um sistema único de
transmissão de energia.
Esse modelo, no entanto, ainda depende de aprovações pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo o
executivo, que avalia que uma evolução regulatória nesse sentido
não deve demorar.
(Por Marcelo Texeira)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM LC


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