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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Repete texto publicado na noite de segunda-feira)
Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – Os preços do diesel e da
gasolina praticados pela Petrobras nas refinarias
serão elevados na terça-feira aos maiores patamares desde que a
petroleira iniciou, em julho do ano passado, uma nova
sistemática de formação de cotações, com reajustes quase que
diários.
O valor do diesel, combustível mais consumido no país, será
elevado em 0,76 por cento, para 1,9988 real por litro, enquanto
o da gasolina passará para 1,7229 real, alta de 0,92 por cento.
Os preços desses combustíveis vêm renovando máximas desde a
semana passada, na esteira de ganhos no mercado de petróleo e
gasolina no exterior, em razão de cortes de produção liderados
pela Opep, demanda global fortalecida e, mais recentemente,
tensões geopolíticas no Oriente Médio e fortalecimento do dólar
ante o real.
O diesel da Petrobras avançou 6,4 por cento só na semana
passada, enquanto a gasolina ganhou 3,8 por cento no mesmo
período.
A política de formação de preços da petroleira visa seguir
as oscilações internacionais nos mercados de petróleo e seus
derivados, entre outros fatores, de modo a tentar manter alguma
paridade em relação ao exterior.
Desde o início dessa nova sistemática, em julho, o diesel e
a gasolina nas refinarias da Petrobras subiram 26,8 e 24,5 por
cento, respectivamente.
Em nota no final do dia, a Petrobras afirmou em seu site que
não tem o poder de formar preços de commodities como os
combustíveis.
"O que a companhia faz é refletir essa variação de preço do
mercado internacional. Como o valor desses combustíveis
acompanha a tendência internacional, pode haver manutenção,
redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias e
terminais", afirmou a companhia.
A Petrobras reiterou ainda que as revisões de preços feitas
pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao
consumidor. "Como a legislação brasileira garante liberdade de
preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no
preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes
da cadeia de combustíveis."

POSTOS
Nas bombas, os reajustes por distribuidoras e revendedoras
não acompanharam os realizados pela Petrobras na última semana.
Pelos dados mais recentes da reguladora ANP, o preço médio
da gasolina no Brasil fechou a semana passada em 4,208 reais por
litro, leve baixa ante os 4,217 reais da semana imediatamente
anterior.
Em paralelo, o diesel registrou média nacional na semana
passada de 3,410 reais, alta de 0,41 por cento ante o período
anterior. O preço do combustível nos postos, segundo a ANP, está
em máxima histórica nominal (sem considerar a inflação).
"O mercado não repassa isso de imediato. Esse modelo (da
Petrobras) subtrai em um dia, repõe no outro, e o varejo não vai
na mesma velociadade, há uma certa inércia. O varejo precisa
olhar seus estoques, não têm estrutura para reajustar todos os
dias", explicou Tarcilo Rodrigues, diretor da comercializadora
de etanol Bioagência e especialista no mercado de combustíveis.
"Qual a tendência a partir de agora? É o preço da gasolina
se estabilizar ou subir. Já o do etanol, cair", acrescentou
Rodrigues, referindo-se ao concorrente direto da gasolina e
mencionando a maior produção de álcool decorrente do início da
nova safra no centro-sul do Brasil.
Com efeito, as cotações do hidratado nas usinas de São
Paulo, principal produtor do país, cederam 7,80 por cento na
semana passada. O valor do anidro, misturado em 27 por cento à
gasolina, recuou 9,3 por cento.
Nas bombas, o preço do hidratado fechou semana passada em
3,019 real por litro, na média Brasil, contra 3,055 na semana
anterior. Em São Paulo, onde a incidência de ICMS é menor,
porém, o produto está em 2,848 real por litro, segundo a ANP.
"Hoje, o consumidor olha os preços do combustível no posto
de abastecimento e vê o preço da gasolina com o numeral 4 na
frente e o etanol com 2 e ele nem faz muita conta", destacou o
diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, em relatório,
projetando maior demanda pelo biocombustível.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Com reportagem adicional de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))


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