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(Repete matéria publicada na véspera, sem alterações)
Por Rodrigo Viga Gaier e Luciano Costa
SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 3 Mai (Reuters) – A CPFL Energia
tem avaliado distribuidoras de eletricidade no
Nordeste do Brasil que a Eletrobras quer vender neste
ano, ativos hoje deficitários mas com potencial de lucro sob uma
administração privada e novos investimentos, disseram três
fontes com conhecimento do assunto.
Uma das fontes, que pediu para não se identificada, afirmou
que a CPFL, da chinesa State Grid, passou a olhar com maior
interesse as distribuidoras da estatal que atuam no Piauí
(Cepisa) e em Alagoas (Ceal), que inicialmente não estavam na
lista de prioridades da companhia.
Uma outra pessoa com conhecimento da situação afirmou que
funcionários da CPFL chegaram até a visitar a Cepisa.
"A CPFL tem interesse nessas duas distribuidoras", disse a
fonte, referindo-se à Cepisa e Ceal.
A CPFL, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro,
passou a olhar o leilão após mostrar-se fora da acirrada disputa
pela distribuidora Eletropaulo, que seria o "sonho" inicial da
companhia, por atender a região metropolitana de São Paulo, o
principal centro consumidor do país.
"Eles tinham muita expectativa de comprar a Eletropaulo, mas
a briga Enel e Neoenergia colocou o preço fora do propósito e
num patamar que parece injustificável", acrescentou.
Ao final de abril, Enel e Neoenergia travaram uma forte
disputa antes mesmo da operação para adquirir até a totalidade
das ações da Eletropaulo, prevista para o início de junho.
O leilão das distribuidoras da Eletrobras, inicialmente
agendado para maio, foi adiado para que o Tribunal de Contas da
União possa concluir avaliação sobre a licitação. A expectativa
do governo agora é realizar a licitação em junho.
Procurada sobre as distribuidoras da Eletrobras, a CPFL
Energia afirmou que "sempre avalia todas as oportunidades de
aquisição de ativos que possuem sinergia e complementariedade
com o seu portfólio de negócios".

POTENCIAL
Para uma das fontes, as distribuidoras do Piauí e de Alagoas
têm um "enorme potencial de crescimento" e podem ser uma
alternativa para a expansão no ramo de distribuição no Brasil.
A fonte frisou que com uma "boa e ágil" administração, "com
práticas modernas de governança", é possível recuperar as
problemáticas distribuidoras da Eletrobras.
"Um poste em São Paulo remunera o mesmo valor, a mesma coisa
que um poste em Teresina, Maceió, Manaus, Alagoas ou qualquer
outro lugar do país", comentou a fonte.
Além de deficitárias, as distribuidoras da Eletrobras sofrem
com problemas de inadimplência e furtos de energia, agravados
por atuarem em Estados menos desenvolvidos do país.
Devido aos elevados prejuízos acumulados nos últimos anos,
cada distribuidora da Eletrobras será vendidas a um preço
simbólico mínimo de 50 mil reais, associado a obrigações de
aporte de capital e investimento nas empresas.
Além de Piauí e Alagoas, a Eletrobras quer vender as
distribuidoras com atuação no Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima.
Pelas regras da licitação, o vencedor da disputa por cada
concessionária deverá realizar aportes nas empresas após a
compra que devem variar de cerca de 240 milhões de reais nas
elétricas de Rondônia e do Acre a um máximo de 721 milhões, na
Cepisa, do Piauí.
Somadas as seis distribuidoras, o aporte imediato de capital
exigido será de 2,4 bilhões de reais.
Além da CPFL, elétricas da Índia, incluindo a Adani Power
, a CESC e a Tata Power , já
demonstraram interesse em disputar o leilão dos ativos da
Eletrobras, segundo fontes afirmaram à Reuters anteriormente.
Entre as companhias com atuação do Brasil, Energisa e
Equatorial e Enel já disseram que poderiam avaliar as
distribuidoras.
Procurada, a Eletrobras afirmou que não comentará o assunto
porque o tema tem sido tratado com sigilo.

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(Edição de Roberto Samora)
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