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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Repete texto publicado na noite de quinta-feira, sem
alterações)
SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – O Conselho Monetário Nacional
(CMN) aprovou nesta quinta-feira duas resoluções para
instituições financeiras de grande porte, dentro do cronograma
de alinhamento às regras de capital de Basileia III, que entram
em vigor integralmente no país em 2019.
Uma delas ajusta o indicador de liquidez de longo prazo
(NSFR), medido pela proporção entre o volume de recursos
disponíveis (ASF) e de recursos requeridos (RSF). O índice
complementa o indicador de liquidez de curto prazo (LCR), em
vigor desde 2015.
"É uma medida que busca garantir que os bancos tenham
passivos estáveis para financiar ativos de mais longo prazo",
afirmou Rodrigo Lara, chefe do departamento de Regulação
Prudencial e Cambial do Banco Central.
"Nossos estudos de impactos mostram que as instituições vão
conseguir cumprir com esse requerimento", acrescentou.
Segundo o CMN, a medida visa a mitigar o risco de liquidez
de longo prazo dos bancos, diante da eventual interrupção no
acesso a fontes regulares de captação.
A medida entrará em vigor em 1 de outubro de 2018.
De acordo com o conselho, a medida reduzirá riscos de crises
bancárias e seus potenciais desdobramentos sobre a estabilidade
financeira.
"A metodologia de cálculo e os requisitos de divulgação de
informações do NSFR serão estabelecidos pelo Banco Central", diz
trecho do comunicado.
A outra medida aprovada pelo CMN é um índice chamado de
razão de alavancagem (RA), uma proporção entre o capital de
Nível I e a exposição total da instituição, sem ponderação pelo
risco. Para o conselho, o indicador é uma salvaguarda adicional
aos requerimentos mínimos de Basileia.
"O sistema bancário brasileiro está preparado para cumprir o
novo requisito", afirmou o CMN, explicando que a exigência entra
em vigor em 1 de janeiro de 2018.

LIMITES
Em outra decisão, o CMN definiu limite global de 24 bilhões
de reais para contratação de operações de crédito para 2018, que
instituições financeiras podem se expor com o setor público.
O limite global prevê até 17 bilhões de reais com garantia
da União e 7 bilhões de reais sem garantia. Neste ano, os
limites são de 17 bilhões com garantia e 3 bilhões sem garantia.
Este limite foi aprovado em junho de 2017 pelo próprio CMN.
Estão sujeitos a este limite Estados, municípios e empresas
estatais, inclusive as federais, excetuando-se a Petrobras e a
Eletrobrás e suas respectivas subsidiárias.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Aluísio Alves, com reportagem adicional de Mateus Maia;
edição de Iuri Dantas)
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