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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Repete texto publicado na madrugada, sem alteração)
Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) – A chinesa State Power
Investment Corporation (SPIC) CPWRI.UL mantém forte apetite
por negócios em energia no Brasil e deve avaliar novas
oportunidades de compras de ativos locais mesmo após ter pago
7,18 bilhões de reais pela concessão de uma hidrelétrica em um
leilão do governo em setembro passado, disse à Reuters a
diretora-geral da empresa no país.
A estatal, uma das cinco maiores geradoras da China, soma-se
a outras gigantes orientais que têm investido fortemente no
setor elétrico brasileiro, como a State Grid STGRD.UL e a
China Three Gorges CYTGP.UL , em uma estratégia de Pequim que
visa ampliar a presença internacional de suas empresas, mas
também abrir mercados para a venda de serviços de engenharia e
equipamentos.
A SPIC opera em 41 países no mundo, com cerca de 120
gigawatts em usinas de geração, o que representa uma capacidade
superior ao parque de hidrelétricas do Brasil.
O Brasil entrou para essa lista no começo de 2017, quando a
SPIC concluiu a aquisição da operação local da australiana
Pacific Hydro com o objetivo de ter uma plataforma com a qual
pudesse começar de imediato os investimentos no país.
"O grupo SPIC quer crescer em 30 gigawatts até 2020, e o
Brasil é uma das prioridades geográficas deles. Cabe a nós
demonstrar as oportunidades", afirmou a diretora-geral da SPIC
Pacific Hydro, Adriana Waltrick, em entrevista à Reuters.
Ela adicionou que o interesse da companhia é focado em
grandes hidrelétricas, parques eólicos e usinas solares.
A empresa já conta com 58 megawatts em parques eólicos na
Paraíba, que compunham o portfólio da Pacific Hydro, e com a
hidrelétrica de São Simão, de 1,71 gigawatt em capacidade,
comprada em seguida após o vencimento da concessão da Cemig
CMIG4.SA .
A expansão poderá acontecer com novas aquisições ou com a
inscrição de projetos em leilões do governo para viabilizar
novas usinas.
Segundo Adriana, a empresa tem 280 megawatts em parques
eólicos que podem ser inscritos nessas licitações. Uma
possibilidade seria já participar de um leilão previsto para
agosto, com entrega das usinas prevista para 2024, o chamado
"A-6".
A empresa também é vista como potencialmente interessada na
hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, onde os principais
acionistas, Odebrecht e Cemig, têm buscado vender suas
participações.
Questionada sobre o ativo, a executiva disse que não comenta
oportunidades específicas, mas que usinas hídricas de grande
porte são um dos focos da companhia.
Um exemplo disso foi a própria compra bilionária da usina de
São Simão, paga à vista. A SPIC aportou 30 por cento do valor
envolvido no negócio, enquanto 70 por cento foram financiados
junto a um pool de bancos internacionais, incluindo chineses.
A companhia assumiu a gestão do empreendimento na semana
passada, após seis meses de operação assistida junto à antiga
concessionária Cemig.
"A transição foi muito tranquila, está superada. Então
estamos logo desde já sempre olhando as oportunidades", disse
Adriana.

SÃO SIMÃO
A SPIC Pacific Hydro está trabalhando atualmente em estudos
sobre um possível investimento na modernização da usina de São
Simão, entre Minas Gerais e Goiás. O empreendimento está em
operação desde 1978 e a empresa terá a concessão por um novo
período de 30 anos.
"É uma usina de 40 anos e tem uma série de investimentos em
modernização e ganhos de eficiência, repotenciação, que a gente
analisa com interesse… em 60 dias o plano de modernização da
usina estará pronto, estamos trabalhando com fornecedores",
afirmou Adriana, sem citar valores.
Ela também disse que a empresa criou uma comercializadora de
eletricidade, a SPIC Brasil, para negociar 30 por cento da
geração da usina no mercado livre de energia.
O restante da produção do empreendimento foi negociado com
as distribuidoras de energia por 30 anos.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))


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