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(Repete matéria publicada na quinta-feira)
SÃO PAULO, 18 Jan (Reuters) – O conselho de administração da
Caixa Econômica Federal estuda "uma série de frentes"
para capitalizar o banco, disse o ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, confirmando que cogita usar os recursos do FGTS se
houver garantias e viabilidade jurídica para isso.
A Caixa pode alterar a política de pagamento de dividendos,
ceder carteiras de crédito, emitir títulos de dívida –inclusive
perpétuos– ou lançar mão de verbas do fundo de garantia, disse
Meirelles a jornalistas nesta quinta-feira, de acordo com áudio
divulgado pelo Ministério da Fazenda.
Lançar mão do FGTS exigiria não apenas a ausência de riscos
para o patrimônio do trabalhador, como também a viabilidade
jurídica e anuência de órgãos de controle, disse.
"Recurso do trabalhador tem que ser aplicado em algo que dê
retorno e que seja garantido", disse o ministro.
"O ponto mais importante é que estamos desenvolvedo
propostas no conselho que podem viabilizar a capitalização da
caixa, inclusive sem o uso desses recursos do FGTS."
Segundo Meirelles, a capitalização visa dar fôlego ao banco
público para atuar no segmento imobiliário financiando a casa
própria para trabalhadores. A capitalização e o eventual uso do
FGTS são analisados de forma "técnica", segundo o ministro, e o
fato de 2018 ser um ano eleitoral não influencia a questão.
O governo federal determinou o afastamento de quatro
vice-presidentes da Caixa que estão sendo investigados por
envolvimento em irregularidades. Na sexta-feira, o conselho do
banco deve aprovar um novo estatuto prevendo critérios técnicos
para a nomeação de vice-presidentes, que deverão ser cumpridos
por atuais e futuros integrantes dos postos.
Um relatório independente também recomendou investigar
suposta atuação do atual presidente do banco, Gilberto Occhi,
para obter propina para políticos do PP e cita indícios de
envolvimento do vice-presidente afastado Roberto Derziê no
repasse de informações ao presidente Michel Temer e a Moreira
Franco, hoje ministro.
Questionado sobre indicações políticas para postos de
direção do banco público, loteado entre partidos da base aliada
do governo, Meirelles não condenou a prática, ressaltando que
indicações poderiam "desde que dentro das normas de governança,
critérios técnicos, profissional, ética etc."

(Por Iuri Dantas; edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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