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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Repete sem alterações texto publicado na noite de
quarta-feira)
Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – O Banco do Brasil
deve elevar sua rentabilidade até chegar a níveis próximos aos
de rivais privados em 2019, mesmo que isso implique perder fatia
de mercado, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo do
banco, Paulo Caffarelli.
"O BB não se preocupa com market share, o BB se preocupa com
rentabilidade", disse o executivo durante a apresentação para a
Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do
Mercado de Capitais (Apimec).
O banco federal fechou o terceiro trimestre com
rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de 10,8 por
cento. Embora o número tenha crescido em relação aos 9,9 por
cento no mesmo período do ano passado, ainda ficou bastante
aquém de índices de concorrentes privados como Bradesco
, de 18,1 por cento, e do Itaú Unibanco
(21,6 por cento).
Segundo Caffarelli, o BB deve ter no ano que vem um lucro
ajustado de dois dígitos baixos, o que na prática significa algo
entre 11 bilhões e 14 bilhões de reais.
Com lucro acumulado de 7,9 bilhões até setembro, o banco
caminha para fechar 2017 com resultado positivo ao redor de 10,5
bilhões, dentro da faixa prevista de 9,5 bilhões a 12,5 bilhões,
forte alta após 7,2 bilhões de reais no ano passado.

Se alcançar a previsão de Caffarelli, o BB teria em 2018 um
aumento do lucro ao redor de 20 por cento em relação a este ano.
Isso tenderia a elevar sua rentabilidade bem superior a 10 por
cento, disse o executivo.
As declarações acontecem em meio aos esforços da
administração de Caffarelli, que assumiu a presidência do BB no
ano passado, de conquistar a confiança dos investidores no
sentido de priorizar a rentabilidade e, ao mesmo tempo, melhorar
os índices de capital sem necessidade de ajuda do governo.
O executivo reiterou a meta do BB de alcançar um nível de
capital principal de 9,5 por cento no começo de 2019, quando
entram em vigor integralmente no país as regras de Basileia III,
mas rígidas que as atuais.
Atualmente, o banco detém um índice de 10 por cento, mas
esse nível deve cair no começo de 2018, com o gradual
enquadramento a regras de capital mais exigentes.
Apesar desse esforço para resolver questões internas, o BB
está pronto para elevar a oferta de crédito à medida que a
economia brasileira ganha tração, disse o executivo, que previu
para os próximos cinco anos uma taxa média de crescimento anual
ao redor de 7 por cento.
Mais cedo nesta quarta-feira, o BB divulgou o conteúdo da
apresentação feita a analistas, na qual previu que os segmentos
pessoa física, agronegócio e pequenas e médias empresas vão
liderar o crescimento do crédito em 2018.
A apresentação mostrou também que o BB projeta para 2018
despesas menores com provisões, despesas administrativas subindo
abaixo da inflação, melhora gradual da qualidade da carteira e
expansão das receitas com tarifas acima da inflação.
Caffarelli disse ainda que o banco não pretende se desfazer
do controle do argentino Banco Patagonia. Reforçou ainda que o
BB segue se preparando para lançar ADRs (recibos de ações) nível
2 na Bolsa de Nova York.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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