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SÃO PAULO, 21 Nov (Reuters) – Os preços estáveis a maiores
das commodities e a melhora do comércio global devem favorecer
os mercados emergentes, mas o crescimento tende a ser menor que
no passado, disse nesta terça-feira o chefe de risco soberano da
Moody's para a América Latina, Mauro Leos.
Segundo ele, as taxas de juro mais baixas ainda não
comprometem o fluxo de investimentos, mas riscos políticos e uma
postura mais protecionista dos Estados Unidos devem influenciar
as perspectivas de crescimento para América Latina.
Outra questão relevante para os países latino-americanos é a
corrupção, afirmou Leos. "A crescente percepção de corrupção na
América Latina é positiva e ao longo do tempo deve resultar em
governos mais transparentes, embora possa desencadear
volatilidade no curto prazo", explicou.
No caso específico do Brasil, além das incertezas atreladas
as próximas eleições presidenciais de 2018, Leos destacou o
ajuste fiscal como principal desafio para o crescimento.
Ele acrescentou que a exposição do Brasil a financiamento
externo é menor que a de outros países da região, incluindo
México, Colômbia e Peru, mas se destaca quando se trata de
déficit fiscal. "Difíceis escolhas políticas estão à frente e a
próxima administração precisará dar continuidade aos ajustes",
completou.

(Por Gabriela Mello; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
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