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(Texto atualizado a partir do 4º parágrafo com mais informações
e declarações)
Por Alex Lawler
LONDRES, 9 Out (Reuters) – O mercado de petróleo está se
reequilibrando rapidamente e o excesso de oferta foi
praticamente eliminado, conforme a Opep cumpre seu acordo de
corte da produção, disse o secretário-geral do grupo nesta
segunda-feira.
Mohammad Barkindo também comentou que o crescimento na
produção de óleo de xisto nos Estados Unidos está menor na
comparação com o primeiro semestre de 2017, enquanto a demanda
global tende a ser revisada ainda mais para cima, dando força
adicional ao acordo de redução da produção.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a
Rússia e outros produtores não membros do grupo estão cortando a
produção de petróleo em cerca de 1,8 milhão de barris por dia
(bpd) até março do próximo ano como forma de dar sustentação aos
preços da commodity.
O objetivo do corte liderado pela Opep é reduzir a
quantidade de petróleo nos países industrializados da OCDE para
uma média de cinco anos. A Opep e seus parceiros fecharam o
acordo no ano passado depois que os preços caíram devido ao
excesso de oferta, prejudicando a renda dos países produtores.
"Há evidências claras de que o mercado está se
reequilibrando", disse Barkindo em um discurso gravado para o
Reuters Global Commodities Summit, que ocorre nesta semana.
"A redução global dos estoques continua, tanto onshore
quanto offshore, com os resultados positivos nos últimos meses
mostrando não apenas uma aceleração do processo, mas uma
drenagem maciça dos tanques de petróleo em todas as regiões."
Os preços do petróleo ganharam sustentação e quase
alcançaram no fim de setembro 60 dólares por barril, o maior
patamar em mais de dois anos. Mas o petróleo Brent, negociado em
torno de 55 dólares nesta segunda-feira, ainda está na metade do
nível registrado em meados de 2014.
A Opep disse que os estoques de petróleo da OCDE, em agosto,
caíram para 170 milhões de barris acima da média de cinco anos,
ante 340 milhões de barris em janeiro.
Barkindo disse que 145 milhões de barris do excedente de 170
milhões de barris eram de petróleo bruto, mas que os estoques de
produtos refinados estão se aproximando do nível desejado.
"Apenas 25 milhões de barris são de refinados, quase em
linha com a média de cinco anos", afirmou.
Para ver outras notícias do Reuters Global Commodities
Summit: http://www.reuters.com/summit/commodities17
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG MPP RBS


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