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LONDRES, 10 Out (Reuters) – A produção de petróleo pelos
Estados Unidos deve registrar um último salto em 2018, antes de
o crescimento se estabilizar por vários anos, já que custos
crescentes tendem a tornar a exploração cada vez menos viável,
afirmou à Reuters o chefe da grande trading de petróleo Vitol,
Ian Taylor.
Os EUA se transformaram em um grande exportador de petróleo
nos últimos anos graças à revolução do óleo de xisto, que gerou
uma ampla oferta global e jogou os preços da commodity abaixo de
30 dólares por barril no ano passado, ante 110 dólares em 2014.
"Acho que a questão, um pouco a longo prazo, é: será este o
último grande aumento de produção de petróleo nos EUA?", disse
Taylor, CEO da Vitol, que comercializa mais de 7 por cento do
petróleo global e tem uma grande presença nos mercados
norte-americanos.
O executivo disse que a Vitol prevê uma alta na produção de
petróleo nos EUA entre 500 mil e 600 mil barris por dia (bpd) no
próximo ano, mas tal aumento deve implicar em maiores custos e
levar alguns a operar com perdas.
A desaceleração antecipada para a produção dos EUA,
combinada com um crescimento robusto da demanda mundial de
petróleo, deve elevar os preços acima da faixa atual de 50 a 60
dólares por barril , afirmou Taylor.
Mas no curto e médio prazos, o mercado deverá permanecer
variando dentro de um certo intervalo, com os preços
eventualmente sob pressão baixista nos primeiros meses de 2018,
quando a demanda normalmente se enfraquece, ponderou ele.
"O mercado está ficando mais apertado. Mas de maneira muito
superficial… Haverá momentos em que devemos chegar mais perto
de 60 dólares e momentos em que tenho certeza de que vamos
flertar com números na casa dos 40 dólares… Mas é um faixa
muito estreita ", disse Taylor.
Para mais informações sobre o Reuters Global Commodities
Summit da Reuters, acesse: http://www.reuters.com/summit/commodities17
(Por Amanda Cooper, Ahmad Ghaddar e Dmitry Zhdannikov)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG LC


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