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NOVA YORK/CHICAGO, 9 Out (Reuters) – A Adecoagro vê uma
oportunidade de longo prazo no pedido do governo Trump para uma
renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio
(NAFTA, na sigla em inglês), enxergando uma chance para que o
milho, arroz e outras culturas que produz na Argentina e Brasil
encontrem um mercado no México, disse seu presidente.
A empresa de processamento agrícola Adecoagro
embarcou remessas de milho e arroz ao México a partir da América
do Sul nos últimos meses, disse nesta segunda-feira à Reuters o
presidente da empresa, Mariano Bosch, em entrevista durante o
Reuters Global Commodities Summit.
A companhia vê uma chance de embarcar mais produtos,
incluindo laticínios, que compradores mexicanos geralmente
importam dos Estados Unidos, acrescentou Bosch.
Embora seja incerto se consumidores mexicanos estão
interessados em substituir fornecedores norte-americanos de
longo prazo ou se estão comprando da América do Sul como tática
de negociação, Bosch disse que a Adecoagro vê a possibilidade de
tornar-se um fornecedor considerável de forma permanente.
"Eu acho que temos uma oportunidade de ser mais do que uma
estratégia de negociação para o México", disse Bosch.
Canadá, México e Estados Unidos se reunirão nesta semana em
uma nova rodada de conversas para renegociar o Nafta, que o
presidente dos EUA, Donald Trump, tem criticado por prejudicar a
produção manufatureira dos EUA.

EXPANSÃO NA CANA-DE-AÇÚCAR NO BRASIL
A Adecoagro está bem encaminhada em seu plano de três anos
para expandir a capacidade em cana-de-açúcar no Brasil, o maior
produtor e exportador mundial de açúcar, o que irá levá-la a uma
capacidade de 13 milhões de toneladas, frente a 10 milhões
anteriormente, disse Bosch.
A companhia quer expandir sua capacidade de moagem para a
cana, observando usinas que incluem as que a trading de
commodities Bunge disse em 2013 que estava pensando em
vender.
"Olhamos muitas usinas que estão à venda, não só as da
Bunge", disse Bosch, acrescentando que qualquer compra do tipo
precisaria caber dentro do modelo de baixo custo da companhia.
Ele afirmou ainda que a Adecoagro vendeu antecipadamente
cerca de um quarto de sua nova safra, a um preço médio de cerca
de 18 centavos por tonelada mais cedo neste ano. Mas a empresa
tem ficado em parte distante do mercado à espera de melhores
preços, segundo o executivo.
(Por Chris Prentice, Karl Plume, Tom Polansek e Mark
Weinraub)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS LM LC

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