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PEQUIM, 4 Jun (Reuters) – A repressão a dívidas na China é
um risco-chave para o crescimento econômico do país e terá
repercussões significativas na economia global, particularmente
em mercados emergentes com alta dependência de commodities ou
estreitas relações comerciais com os chineses, afirmou a Fitch.
A campanha de Pequim para conter a dívida também pode levar
a uma forte desaceleração nos investimentos das empresas, disse
a agencia de classificação de risco nesta segunda-feira,
prevendo que o crescimento na segunda maior economia do mundo
cairá para 4,5 por cento no médio prazo.
A Fitch disse que as implicações deste cenário para a
economia global seriam significativas, mas não dramáticas,
diferentemente de um pouso forçado em grande escala.
Um dos efeitos mais significativos seria sobre os preços das
commodities, com a Fitch prevendo que os preços do petróleo e de
metais cairão de 5 a 10 por cento em relação ao cenário de
referência, refletindo o grande papel da China como consumidora
de commodities.
Em abril, uma pesquisa da Reuters com 72 instituições
mostrou que os economistas esperavam que o crescimento econômico
da China cairia para 6,5 por cento este ano e 6,3 por cento em
2019, com a China ampliando a repressão às práticas mais
arriscadas de empréstimo. O Produto Interno Bruto (PIB) em 2017
cresceu 6,9 por cento em termos reais e 11,2 por cento em termos
nominais.
A repressão financeira de Pequim, agora em seu terceiro ano,
aumentou lentamente os custos de empréstimos e está sufocando
fontes de financiamento alternativas e obscuras para empresas
como o "shadow banking".
A proporção da dívida corporativa chinesa em relação ao PIB
já é muito alta para os padrões internacionais – 168 por cento
em 2017 – e deve começar a subir novamente com o crescimento
nominal do PIB caindo para 8 por cento, ante mais de 11 por
cento em 2017, segundo a Fitch.
Se o governo pretende estabilizar o índice de endividamento
corporativo até 2022, a agência disse que a taxa de crescimento
econômico nominal da China pode cair 1 ponto percentual ao ano
no médio prazo, enquanto o crescimento do investimento cairia 5
pontos percentuais ao ano.
Os exportadores globais de commodities serão afetados por um
declínio nas exportações diretas para a China e pelos termos de
comércio mais fracos, disse a Fitch. O modelo da agência de
classificação de risco sugere um impacto particularmente forte
no Chile, enquanto a exposição direta é menor nas outras
principais economias da América Latina, que geralmente são menos
dependentes da demanda chinesa.
Um impacto maior na economia global seria resultado de uma
depreciação significativa da moeda chinesa em um cenário de
crescimento mais lento, disse a agência.
"É difícil definir um prazo preciso para quando a China
começará a ver uma desalavancagem na economia real, mas parece
inevitável", disse Brian Coulton, economista-chefe da Fitch.
"A análise de cenário que empreendemos sugere que, quando
ocorrer, será um processo que representará um significativo
obstáculo ao crescimento."

(Por Stella Qiu e Ryan Woo)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH

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