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O Sistema FIRJAN considera que não foi acertada a decisão do Copom de interromper o processo de redução da taxa de juros, uma vez que a inflação segue em queda e as projeções encontram-se abaixo do centro da meta estabelecida. Além disso, os dados recentes indicam uma recuperação econômica mais lenta do que o esperado, o que tem resultado em sucessivas revisões para baixo das expectativas de crescimento do PIB.

A agenda de reformas estruturais para a economia brasileira é a única forma de colocar o país nos trilhos e abrir espaço para quedas adicionais da taxa de juros. Deve ser a prioridade não só do governo e do Congresso, como também dos candidatos durante o processo eleitoral. Esse será o fator decisivo para que o crescimento econômico ocorra de forma sustentável, com inflação e juros em patamares baixos.

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FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) avalia que o Banco Central (BC) foi conservador ao manter a Selic em 6,5% ao ano e que essa é uma indicação de que se encerra o ciclo de queda dos juros para 2018. Tal medida tem suas justificativas, dado que o BC vinha reduzindo a taxa desde 2016, quando seu patamar era superior a 14%. A Entidade apoiou as decisões do BC durante todo o processo de redução de juros e espera que, no médio prazo, o País termine de fazer seu ajuste fiscal permitindo não só a queda mais acentuada de juros, como também impedindo que em 2019 haja outro ciclo de alta da Selic.

Para a assessoria econômica da FecomercioSP, o BC foi bastante eficiente em reduzir os juros na medida do possível e, ao mesmo tempo, controlar a inflação, que terminou o ano de 2017 abaixo do piso da meta (2,98%) e não há indícios de fortes pressões a curto prazo, já que o IPCA acumula 2,76% nos últimos 12 meses.

SPC Brasil

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) avalia como prudente a decisão tomada na noite desta quarta-feira pelo Copom do BC em manter a taxa Selic em 6,50% ao ano. O anúncio interrompe o ciclo de 12 quedas consecutivas da taxa básica de juros da economia brasileira. Ainda assim, trata-se do menor patamar histórico já registrado no país.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, tanto a inflação atual quanto as expectativas de inflação estão em linha com a meta oficial e a atividade econômica continua fraca, o que favorece uma política monetária expansionista, como a manutenção da atual taxa. O cenário mostra que o IPCA acumulado em 12 meses até abril registrou variação de 2,76% e a expectativa da pesquisa Focus mostra o índice em 3,45% ao final deste ano.

Ainda assim, é prudente a manutenção dos juros no patamar atual, dada a piora das condições externas e as incertezas internas principalmente as ligadas ao cenário eleitoral.

ACSP

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comenta que a decisão do Copom do BC, de não alterar a taxa básica de juros (Selic), resultou de cautela diante dos panoramas interno e externo.

“Lamentamos o fato de o Banco Central não reduzir a taxa Selic. A atitude cautelosa pode ter sido motivada, entre outros fatores, pelas turbulências no cenário internacional e pelas incertezas futuras do quadro político brasileiro”, avalia Burti.


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