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SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – O Banco Central cortou nesta
quarta-feira a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 7
por cento ao ano, movimento amplamente esperado pelo mercado e
que leva a Selic ao seu menor nível histórico, deixando a porta
também aberta para nova redução adiante, mas ressalvando que
encarará a investida com "cautela".

Veja abaixo opinião de analistas:

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MAURICIO MOLON, ECONOMISTA-CHEFE, BANCO SANTANDER
"A conclusão é que veio dentro do esperado, a moderação
também dentro do esperado, levando juros a 6,75 por cento e
mantendo as portas abertas para um ciclo bem mais moderado de
redução de juros daqui para frente.
(O BC) introduziu parágrafo para falar de cautela na
condução da política monetária e deixar as portas abertas para
depois da flexibilização de 0,25 ponto percentual em fevereiro,
o mercado continua discutindo se vai ser 6,75 por cento
A gente acredita que a taxa não vai cair além dos 6,75 por
cento, estamos mais otimistas com a atividade econômica do que o
mercado. É fato que (o BC) deixou portas abertas. Se
continuarmos tendo surpresas do lado inflacionário, ele pode
seguir reduzindo."

JOSÉ FRANCISCO DA LIMA GONÇALVES, ECONOMISTA-CHEFE, BANCO
FATOR
"Chegaram a 7 por cento porque era total consenso. O que não
sabe é se continua. É uma dúvida que está na cabeça de todo
mundo, e que permanece. Eles reconhecem que tem espaço para dar
mais cortes, com cautela. O importante é que não encerrou. Não
há surpresa se continuar, mas é uma situação, como eles dizem,
que precisa de mais cautela. Mais suscetível às mudanças na
evolução do cenário, nas reuniões anteriores tinha mais espaço
para baixar sem preocupações, agora não mais.

(Meu call) para fevereiro sempre foi de (corte de) 0,25
ponto percentual. Não mudo, hoje, com essa decisão e com a
informação que eles deram."

NEWTON ROSA, ECONOMISTA-CHEFE DA SULAMÉRICA INVESTIMENTOS
"Ele deixou uma possibilidade de continuar a cortar, embora
reduzindo o tamanho do corte para provavelmente 0,25. Mas ele
deu um aviso que esse corte é menos certo do que os anteriores e
vai depender muito da evolução do quadro, do balanço de risco e
dos dados.
Me parece que é um Banco Central que percebe que está no
final do ciclo de cortes da Selic. Chama a atenção que a taxa de
juros real está relativamente baixa, mas ele ainda está disposto
a mais um pequeno ajuste.
A condicionalidade que ele coloca em relação à evolução do
quadro do balanço de risco inclui sem sombra de dúvida
preocupação com Previdência. Se não avançar deve ter impacto
bastante significativo no preço dos ativos, mexer nas
expectativas, e daí a cautela."

THAÍS MARZOLA ZARA, ECONOMISTA-CHEFE DA ROSENBERG ASSOCIADOS
"Foi comunicado muito semelhante ao anterior, acho que a
gente tem que ressaltar as revisões das projeções. Então ele já
está sinalizando que de fato a inflação vai ficar abaixo do piso
da meta este ano.
Com essa revisão da inflação pra esse ano, ano que vem
também foi revisado. E aí talvez por conta dessa própria revisão
ele mantém um tom muito semelhante, sinalizando uma nova redução
moderada. Traduzindo significa reduzir a Selic em 0,25 ponto na
próxima reunião.
Mas dado o momento, o estágio do ciclo, e incertezas que a
gente tem na mesa, ele busca preservar algum grau de liberdade,
falando que a próxima reunião é mais suscetível a mudanças.
Possivelmente com encerramento do ciclo na próxima reunião.
A gente já esperava que fosse baixar mais 0,25 em fevereiro
e manter esse patamar até o final do ano. Por enquanto esse é o
nosso cenário base."

MICHEL TEMER, PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Selic chegou ao menor nível histórico. Esse momento é
consequência das medidas econômicas adotadas pelo nosso governo.
Criamos as condições para o @BancoCentralBR reduzir os juros e
vamos continuar trabalhando para que as coisas melhorem ainda
mais.

(Por Laís Martins e Marcela Ayres, Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))


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