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NOVA YORK, 5 Dez (Reuters) – Os rendimentos dos Treasuries
de curto prazo atingiram a máxima em mais de oito anos nesta
terça-feira, em meio ao aumento das expectativas dos
investidores de que o Congresso dos Estados Unidos aprovará a
legislação de reforma tributária e que o Federal Reserve
aumentará os juros várias vezes no próximo ano.
Os rendimentos dos títulos de 2 anos atingiram o nível mais
alto desde outubro de 2008 e os de 3 anos foram ao patamar mais
elevado desde junho de 2009.
A curva de rendimento achatou, com a diferença entre o
rendimento dos Treasuries de cinco e 30 anos atingindo o menor
nível em uma década.
Os preços futuros dos juros mostram que os investidores veem
como certa uma alta da taxa básica dos EUA na reunião de 12 e 13
de dezembro do Fed, e as chances de a taxa ir a 1,50-1,75 por
cento, um aumento de 0,5 ponto percentual, subiram para quase 10
por cento. Os preços futuros mostram zero por cento de chance de
os juros permanecerem no nível atual de 1,00-1,25 por cento.
Autoridades do Fed disseram durante grande parte do ano que
esperam elevar os juros três a quatro vezes no próximo ano.
Entretanto, os investidores foram lentos em precificar essas
projeções e as expectativas de inflação no longo prazo continuam
fracas. Analistas disseram que a movimentação dos preços nesta
terça-feira é em parte em função de o mercado ter começado a
responder aos prognósticos do Fed.
"Os juros futuros e os(investidores) de euro-dólar não
acreditaram no Fed, apesar de ele ter falado três ou quatro
altas", disse o estrategista da Evercore ISI Stan Shipley. "Acho
que eles estão olhando para os dados atuais, a reforma
tributária e os preços do petróleo e pensando: 'Oh, o Fed pode
estar certo."
Às 14:25 (horário de Brasília), os títulos de dois anos
, os mais sensíveis às expectativas de política
monetária do Fed, rendiam 1,8346 por cento, ante 1,778 por cento
na segunda-feira. Os Treasuries de três anos rendiam
1,9503 por cento, contra 1,889 por cento na sessão anterior.
O spread entre os rendimentos de cinco anos e 30 anos caiu
para 59,6 pontos base, o menor desde outubro de 2007.
(Por Dion Rabouin)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7509))
REUTERS TF CMO


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