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Por Gabrielle Tétrault-Farber
MOSCOU, 14 Mai (Reuters) – Quando as autoridades da região
russa de Nizhny Novgorod se deram conta de que seu estádio para
a Copa do Mundo não estava pronto a tempo, tentaram atrair
trabalhadores de cidades próximas para que ajudassem a
terminá-lo em troca de comida e alojamento de graça, mas sem
pagamento de salário.
O estádio, um dos 12 para o Mundial que acontecerá de 14 de
junho a 15 de julho, sediará seis partidas durante a competição,
incluindo um duelo das quartas de final e a partida da fase de
grupos entre Inglaterra e Panamá.
A Rússia espera que sediar o torneio de futebol lhe
permitirá apresentar uma imagem positiva ao mundo em um momento
de tensionamento da relação com o Ocidente devido a uma série de
fatores — da guerra na Síria ao envenenamento de um ex-espião
no Reino Unido.
O apelo da Secretaria de Esportes de Nizhny Novgorod –ajuda
não remunerada na reta final para a competição– evoca
lembranças da era soviética, quando as autoridades às vezes
convocavam estudantes para ajudar na colheita de supersafras.
O pedido também mostra como os preparativos para a Copa
estão em cima da hora em alguns locais.
Em uma carta vista pela Reuters, a Secretaria de Esportes
pediu aos chefes dos distritos locais que induzissem as
entidades esportivas locais a enviarem seus funcionários para
ajudarem a finalizar a arena de 45 mil lugares de Nizhny
Novgorod.
Oferecendo-lhes três refeições por dia, alojamento e
ferramentas, o ministério disse que a mão de obra extra seria
essencial para que o estádio estivesse pronto para sua estreia
em 15 de abril.
"Infelizmente o nível de prontidão do estádio para a
inauguração exige o alistamento de trabalho adicional", diz a
carta assinada pelo secretário de Esportes, Sergei Panov.
"Peço a vocês que enviem funcionários de instalações de
atividades físicas e outras instituições da área de
fisiculturismo e esporte (10 pessoas) a Nizhny Novgorod para a
finalização da construção e trabalhos de serviços gerais no
estádio de 6 a 14 de abril (inclusive)".
Não se sabe quantas cidades responderam ao pedido do
secretário e enviaram trabalhadores, mas o apelo aparentemente
deu resultado, uma vez que o estádio recebeu sua primeira
partida em 15 de abril e depois realizou mais dois outros jogos.
Tanto as autoridades regionais quanto a Stroytransgaz
, a construtora responsável pelo estádio, disseram que
estavam cientes da existência da carta, mas que ela havia sido
"redigida incorretamente".
A Secretaria de Esportes da região disse à Reuters que a
carta deveria convocar os centros esportivos da região para
montar uma equipe de especialistas em engenharia para manutenção
do estádio.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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