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Queda no preço do Petróleo pode vir de superprodução pela Arábia Saudita

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Ontem tivemos altas em praticamente todos os mercados principais do mundo. No Brasil, conseguimos interromper sequência de quatro pregões consecutivos de queda, contando com reversão para alta do petróleo no mercado internacional e commodities metálicas melhores.

A B3 (nova denominação da BM&FBOVESPA) registrou alta de 1,13%, com índice voltando ao patamar de 63000 pontos, em 63025 pontos. No final da tarde, tivemos a divulgação do parecer do relator da denúncia da PGR contra o presidente e seu posicionamento foi pelo acatamento da denúncia, em relatório mais forte que o previsto pelo governo. Porém, o presidente Temer, parece ter votos suficientes tanto na CCJ como na plenária para barrar a continuidade do processo até o STF.

No início da noite, o PSDB fez reunião de seus líderes e o resultado foi inconclusivo sobre desembarque da base de apoio do governo. Apesar disso, os indícios são cada vez mais forte para saída. Os mercados hoje devem ter que ajustar um pouco para tudo isso.

Hoje dia de alta nos principais mercados asiáticos, Europa com comportamento misto mas desacelerando e futuros do mercado americano no campo negativo. No cenário local, seria oportuno que conseguíssemos ultrapassar o patamar de 63500 pontos, quando poderia abrir objetivo mais alto para o índice.

No segmento externo, a primeira ministra do Reino Unido, Theresa May, apela aos opositores para se manter no cargo e seguir tocando o Brexit. Nos EUA, tivemos o índice de otimismo das pequenas empresas em queda para 103,6 pontos em junho, quando a previsão era que ficasse em 194,1 pontos.

John Willians do FED de São Francisco vê sinais de fortalecimento da economia, acha a política fiscal insustentável e diz que se a inflação estagnar a política monetária pode ter ajuste ainda mais gradual. E acha razoável mais um aumento de juros em 2017. Destaque para a queda do petróleo no mercado internacional por temores de aumento da oferta. Segundo noticiário, a Arábia Saudita teria produzido mais que o previsto.

No segmento internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,04%, com o barril cotado a US$ 43,94. O euro era transacionado em queda para
US$ 1,139 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,39%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas na bolsa de Chicago com comportamento de queda.

Internamente, os mercados devem aguardar a votação da reforma trabalhista. Aparentemente, o governo tem votos suficientes para aprovar, mas o placar é que parece mais importante, dada a fragilidade do governo e crise política ampliando. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a prioridade é a aprovação da TLP (substitui a TJLP), mas o presidente do BNDES deu declarações contra. O IBGE divulgou a estimativa de safra 2017 com expansão de 30.1% sobre o ano anterior, chegando a 240,3 milhões de toneladas.

No segmento local, os DIs começaram o dia em queda, mas já operavam com alta de juros e o dólar abriu em alta de 0,09% cotado a R$ 3,263. Na Bovespa, comportamento indefinido, mas o petróleo em queda forte inibe a aproximação do índice de 63500 pontos, quando poderia abrir novos objetivos de alta.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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