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SÃO PAULO, 26 Mai (Reuters) – A paralisação dos
caminhoneiros contra a alta do diesel entra no sexto dia neste
sábado e segue provocando desabastecimento pelo país, com a
manutenção de manifestações em estradas do país, apesar do
recente acordo anunciado pelo governo.
Algumas estradas seguiam com protestos, incluindo bloqueios
ao acesso ao Porto de Santos, em São Paulo, tanto na margem
esquerda, pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, sentido Guarujá,
quanto na margem direita, pela rodovia Anchieta, na chegada a
Santos.
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das
principais associações responsáveis pelo movimento, pediu na
véspera que os manifestantes retirem interdições nas rodovias,
mas mantenham manifestações pacífica.
Segundo informações da Globonews, nesta manhã 132 pontos de
bloqueio haviam liberados, enquanto outros 387 seguiam
bloqueados.
O presidente Michel Temer e ministros do Gabinete de
Acompanhamento da Normalização do Abastecimento se reúnem na
manhã deste sábado no Palácio do Planalto para voltar a discutir
a situação, um dia após Temer determinar o uso de forças
federais para desobstruir rodovias, afirmando que os
manifestantes "não têm o direito" de parar o país.
Na cidade do Rio de Janeiro, menos de 5 por cento dos postos
ainda tinham combustível nesta manhã, com alguns desses
limitando a venda por carro.
Veículos de abastecimento que saíram da Refinaria Duque de
Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, nas últimas horas estão sendo
destinados para atender serviços essenciais. Na capital
fluminense, os ônibus estão operando com cerca de um terço da
frota.
Na manhã desse sábado havia pelo menos 12 pontos de
manifestações em estradas do Rio de Janeiro, inclusive na porta
Reduc e imediações. Ali estão a Refinaria da Petrobras e pólos
de distribuição de combustíveis.

AEROPORTOS
Dos 44 aeroportos administrados pela Infraero, 11 estavam
sem querosene de aviação no início da manhã deste sábado.
Além disso, o aeroporto de Brasília, que não é administrado
pela Infraero entrava no segundo dia sem combustível para
abastecer as aeronaves, causando assim o cancelamento de
diversos voos.

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(Por Flavia Bohone, reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier,
no Rio de Janeiro)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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