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O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de outubro para novembro de 2016 (0,2%), série com ajuste sazonal, foi acompanhada por apenas cinco dos 14 locais pesquisados. Os números são do IBGE e foram apresentados nesta quarta-feira.

Os avanços mais intensos ocorreram no Pará (6,6%), Minas Gerais (5,9%) e Amazonas (4,4%), locais que já mostraram taxas negativas no mês anterior: -5,2%, -7,9% e -2,3%, respectivamente. Paraná (2,4%) e São Paulo (1,6%) também cresceram acima da média da indústria, enquanto Santa Catarina (0,0%) repetiu o patamar verificado no mês anterior.

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Região Nordeste (-5,2%) e Pernambuco (-4,9%) apontaram os resultados negativos mais acentuados nesse mês, com o primeiro intensificando a queda de 1,2% observada no mês anterior e o segundo eliminando a expansão de 1,7% acumulada nos meses de setembro e outubro. As demais taxas negativas foram ocorreram na Bahia (-2,1%), Ceará (-1,9%), Goiás (-1,6%), Rio de Janeiro (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,8%) e Espírito Santo (-0,5%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou decréscimo de 0,1% no trimestre encerrado em novembro de 2016 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em julho de 2016. Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, oito locais mostraram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Goiás (-2,8%), região Nordeste (-1,9%), Bahia (-1,4%), Ceará (-1,3%) e Pernambuco (-1,1%). Espírito Santo (2,6%) e Paraná (1,8%) registraram as principais expansões em novembro de 2016.

Em relação a novembro de 2015, indústria recuou em 9 dos 15 locais pesquisados

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 1,1% em novembro de 2016, com nove dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Nesse mês, Goiás, com queda de 16,6%, assinalou o recuo mais intenso, pressionado, em grande parte, pela queda na produção dos setores de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP, leite em pó, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, óleo de soja refinado e em bruto, extrato, purês e polpas de tomate e leite condensado) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico). Pernambuco (-6,4%), Bahia (-5,4%), Espírito Santo (-4,5%), Ceará (-4,4%), região Nordeste (-3,3%), Santa Catarina (-1,8%) e Rio Grande do Sul (-1,7%) também registraram resultados negativos mais acentuados do que a média nacional (-1,1%). Minas Gerais (-0,3%) completou o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês.

No indicador acumulado entre janeiro e novembro de 2016, frente a igual período de 2015, a redução na produção nacional alcançou 14 dos 15 locais pesquisados, quatro recuando com intensidade superior à média nacional.

A pesquisa revelou também o menor dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à diminuição na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhões e veículos para transporte de mercadorias – e para fins industriais); bens intermediários (autopeças, produtos de minerais não-metálicos, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, derivados do petróleo e indústrias extrativas); bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”, motocicletas e móveis); e bens de consumo semi e não-duráveis (calçados, produtos têxteis, vestuário e bebidas). Por outro lado, Pará (9,3%) assinalou o único avanço no índice acumulado no ano, impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo da atividade de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto).


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