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Por Marianna Parraga e Alexandra Ulmer
HOUSTON/CARACAS, 18 Jan (Reuters) – A produção de petróleo
da Venezuela caiu cerca de 13 por cento no ano passado, segundo
dados divulgados pela Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep) nesta quinta-feira, atingindo uma mínima anual
em 28 anos que sugere um aprofundamento na crise econômica do
país e maiores riscos de um calote nas dívidas.
O país sul-americano produziu 2,072 milhões de barris por
dia (bpd) em 2017, contra 2,373 milhões de bpd no ano anterior,
uma queda de quase 300 mil bpd. Foi a maior retração entre os 13
países da Opep que se comprometeram com cortes de produção
recentemente prorrogados para até o final de 2018.
Ao contrário dos cortes voluntários de produtores como a
Arábia Saudita e a Rússia que buscavam elevar os preços, a
Venezuela não tem conseguido evitar a queda de sua produção por
seis anos consecutivos.
Uma destrutiva mistura de investimentos insuficientes,
atrasos em pagamentos a fornecedores, sanções dos Estados Unidos
e fuga de profissionais qualificados do país tem prejudicado a
indústria de petróleo venezuelana.
A queda na produção também atingiu as exportações de
petróleo -principal fonte de moeda estrangeira do país para
pagamento de dívidas- e o refino, criando situações de escassez
ocasional do combustível no país e em alguns de seus principais
aliados, como Cuba.
A derrocada venezuelana é notável para um país da Opep que
abriga as maiores reservas mundiais de petróleo. A retração da
produção petrolífera também tem contribuído para piorar a
recessão e a hiperinflação que tem resultado em milhões de
pessoas que não conseguem fazer sequer três refeições por dia.
"O desastre continua", escreveu no Twitter o parlamentar de
oposição Elias Matta nesta quinta-feira, após a divulgação dos
dados da Opep.
O Ministério do Petróleo da Venezuela e a estatal PDVSA não
responderam a pedidos de comentário.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519))
REUTERS LC MPP


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