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SÃO PAULO, 9 Out (Reuters) – A produção de cacau pelo Brasil
deve ser "melhor" em 2018, superando as de 2016 e deste ano, mas
um regime regular de chuvas até dezembro é necessário para que
essa perspectiva se concretize, disse à Reuters o diretor
executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de
Cacau (AIPC), Eduardo Bastos.
Em 2016, o Brasil produziu cerca de 160 mil toneladas do
produto e deve registrar algo um pouco maior neste ano, entre
165 mil e 170 mil toneladas, de acordo com cálculos da entidade,
que considera os recebimentos da commodity.
Para 2018, "tudo indica que será melhor que 2016 e 2017, mas
ainda (estamos) aguardando como ficarão as chuvas até dezembro",
destacou o dirigente da AIPC, sem citar números.
"A recuperação econômica está vindo, e o consumo de
chocolate acompanha PIB (Produto Interno Bruto). Então devemos
ter um 2018 melhor em tudo", acrescentou.
Embora seja importante na produção global de cacau, o Brasil
tem sido um importador líquido da commodity, pois a demanda
interna é maior do que a safra.
"Precisamos de 60 mil toneladas (de cacau importado neste
ano) e, por isso, já temos uma última carga contratada para
2017, de 15 mil toneladas", afirmou Bastos, lembrando que o país
já comprou no exterior neste ano cerca de 45 mil toneladas da
matéria-prima do chocolate.
O setor brasileiro conta atualmente apenas com importações
de cacau vindo de Gana para ajudar no atendimento à demanda,
segundo a AIPC.

MOAGEM
A AIPC estima que a indústria brasileira deve encerrar 2017
com números de moagem de cacau próximos aos do ano passado,
totalizando 220 mil toneladas.
No primeiro semestre, a indústria processou 113 mil
toneladas da amêndoa. O recebimento de cacau nacional no período
foi de 59,5 mil toneladas, enquanto os recebimentos no fechado
do ano devem ficar próximos de 160 mil toneladas.

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(Por José Roberto Gomes; Edição de Luciano Costa)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
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