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SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – A retomada econômica em 2018
será dispersa e desigual, com alguns setores se saindo melhor
que outros, previu nesta segunda-feira o presidente do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo
Rabello de Castro, destacando o desempenho "excepcional" do
agronegócio.
Segundo ele, os dados do Produto Interno Bruto (PIB)
divulgados na semana passada pelo IBGE apontam que o motor da
retomada por enquanto é o consumo.
"Mas simplesmente reduzir o sinal da retomada ao consumo
seria cometer injustiças grandes com, por exemplo, o desempenho
excepcional do agronegócio e dos investimentos em segmentos
relacionados como os maquinários e equipamentos agrícolas",
afirmou a jornalistas durante seminário da Câmara Americana de
Comércio, em São Paulo.
No caso da indústria, ele ressaltou que alguns setores, como
o automotivo, já mostram sinais de melhora. Para infraestrutura,
Rabello de Castro afirmou que o processo eleitoral pode ser um
entrave para expansão mais significativa dos investimentos. "Por
ser ano eleitoral vários entes públicos deixam de poder
solicitar empréstimos", explicou.
Rabello acrescentou que os desembolso do banco de fomento
deve ficar abaixo do nível programado das amortizações no
próximo ano, em função parcialmente dos recursos antecipados que
estão sendo devolvidos à União. "Os desembolsos só esse ano
foram a ordem de 50 bilhões de reais, nunca pensei que assinaria
um cheque tão grande", comentou.

JBS
Questionado sobre a participação minoritária do BNDES na JBS
, ele disse que o banco ainda aguarda a convocação de
uma assembleia geral de acionistas para deliberar sobre os
prejuízos que a confissão explícita de atos ilícitos por
acionistas controladores causou à companhia.
"O conselho de administração não é um local suficientemente
amplo para discussão que precisa ser feita, por mais que lá
tenhamos conselheiros novos do BNDES muito bem equipados
Precisamos de AGE, é nela que sócios discutem as perspectivas da
empresa", afirmou Rabello.
O presidente do BNDES lembrou, contudo, que a Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) ainda precisa se pronunciar sobre o
conflito de interesses na empresa. "Não tem cabimento que quem
está envolvido em discussão sobre prejuízos causados à JBS
também vote em AGE", disse.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Gabriela Mello; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))


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