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Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 13 Jun (Reuters) – Os petroleiros
reafirmaram uma greve por tempo indeterminado contra a
privatização da Petrobras , mas uma data para o seu
início irá depender de avaliações jurídicas diante do risco de
multas milionárias que pairam sobre a categoria devido ao último
movimento no mês passado.
O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP)
Simão Zanardi explicou que a greve foi reafirmada pelas direções
sindicais durante o Conselho Deliberativo da federação na
véspera e uma reunião do jurídico da FUP com sindicatos irá
definir os próximos passos, em 15 de junho.
"A FUP ainda vai falar qual será o melhor momento para a
greve", disse Simão, por telefone.
A federação representa 12 sindicatos de trabalhadores da
Petrobras.
O sindicalista explicou que os sindicatos foram notificados
na terça-feira pela Justiça por terem descumprido decisão do
Tribunal Superior do Trabalho (TST) que declarou ilegal a greve
dos petroleiros realizada entre 30 e 31 de maio.
Os sindicatos têm 10 dias para responder e tentar evitar
multas.
No primeiro dia de greve, foram fixadas multas de 500 mil
reais caso houvesse piquetes ou greves. No segundo dia, as
multas subiram para 2 milhões de reais para os dois atos,
forçando os petroleiros a interromper o movimento.
Dessa forma, segundo Simão, os sindicatos poderão ser
multados em cerca de 5 milhões de reais.
Com duração de menos de 42 horas, o movimento chegou a ter a
adesão de 25 plataformas da Bacia de Campos –responsável por
metade da produção do país–, além de diversos terminais e
refinarias, segundo sindicatos.
A programação era que fosse apenas uma greve de advertência,
com 72 horas de duração. Para a FUP, "o movimento foi vitorioso,
pois politizou e ampliou a luta em defesa da soberania
energética. A criminalização da greve, no entanto, requer dos
petroleiros novas estratégias de luta".
A greve pedia, entre outras coisas, a saída do então
presidente da Petrobras Pedro Parente, que deixou a companhia em
meio aos protestos de caminhoneiros contra o elevado preço do
diesel.
"Vamos iniciar essa greve e achamos que vai ser de impacto.
Não será essa semana, mas pode ser qualquer dia a partir da
semana que vem. Estamos apostando no segredo do movimento",
disse o diretor da FUP Deyvid Bacelar.
"Estamos bolando uma estratégia para driblar a questão da
multa que foi pesada. Estamos buscando uma forma de fazer uma
greve dentro da legalidade que evite penalidade."

(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
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