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As vendas no varejo subiram 0,5% em setembro, se comparadas a agosto deste ano. Em relação a setembro do ano anterior o salto foi de 6,4%. Foi o que apontou a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), é preciso ponderar.

“Com o resultado positivo de setembro, o setor compensa a queda ocorrida em agosto (-0,4%). Assim, o indicador em médias móveis trimestrais continuou em alta (0,1%), mantendo a recuperação gradual do comércio, que vem ocorrendo desde o início do ano. Apesar do bom resultado dos últimos meses, ainda é cedo para comemorar porque estamos comparando com uma base muito fraca. Nesse mesmo período, no ano anterior estávamos próximos do vale da recessão (datada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos – CODACE como sendo o 4º trimestre de 2016), então é preciso certa cautela para comemorar essas taxas muito elevadas este ano”, analisou o economista.

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Tobler destaca o bom desempenho dos bens duráveis. O volume de vendas do segmento de móveis e eletrodomésticos subiu 16,6% em relação a setembro de 2016, influenciando positivamente o bom resultado do mês. Já o segmento que mais impactou no indicador foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos, registrando avanço de 6,0% no mesmo período.

“Um ponto interessante a destacar é a melhora dos segmentos ligados a vendas de duráveis, que possuem demanda mais sensível às condições de crédito e que estão evoluindo consistentemente ao longo de 2017. Os setores ligados a vendas de produtos não duráveis voltaram a subir no terceiro trimestre com a melhora do mercado de trabalho e a inflação baixa, depois de caírem no segundo”, explicou o pesquisador.

As expectativas em relação aos últimos meses do ano e para 2018 são positivas, seguindo a melhora na conjuntura político-econômica. Segundo Tobler, 2017 deve fechar positivo após dois anos de queda. “Olhando para os dados ajustados sazonalmente, o varejo evoluiu 0,6% no trimestre, sendo a terceira alta seguida. O carregamento estatístico para o ano já está entre 2,5% e 3%. Esse resultado possivelmente vai ser melhor que 2014, mas ainda é abaixo do ritmo de crescimento anterior ao período recessivo. Atualmente, a recuperação do setor vem sendo mais lenta que nas duas últimas recessões”, avaliou


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