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Por Kaori Kaneko
TÓQUIO, 13 Jun (Reuters) – O governo do Japão precisa
promover mais investimentos corporativos e inovação, além de
atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar a escassez
de mão-de-obra, mostrou uma pesquisa da Reuters com economistas
nesta quarta-feira.
O Japão também deve prosseguir com um aumento nos impostos
sobre vendas no próximo ano como planejado, disseram analistas,
mesmo que a economia pareça estar em uma fase difícil após a
contração no primeiro trimestre.
A pesquisa também mostrou que os economistas continuam
divididos sobre quando o banco central iniciará o processo de
redução de seu programa de estímulo, com alguns prevendo que
será em algum momento do ano que vem e outros considerando que o
processo não começará antes de 2020 ou mais tarde.
Todos os entrevistados concordam que a inflação permanecerá
bem abaixo da meta de 2 por cento do banco central por algum
tempo.
Na semana passada, o governo divulgou seu roteiro para o
próximo ano em áreas como trabalho, educação e redução da dívida
do governo, que é mais que o dobro do Produto Interno Bruto
(PIB) do país.
Perguntados sobre o que o Japão mais precisa entre esses
objetivos, 14 economistas destacaram "investimento e inovação",
outros 14 também apontaram "aceitar mais trabalhadores
estrangeiros" e dez salientaram o aumento do imposto sobre
vendas em outubro próximo.
Oito citaram "promover mais a força de trabalho de mulheres
e idosos", mostrou a pesquisa realizada de 5 a 12 de junho. Os
entrevistados puderam escolher até três respostas.
"O Japão deveria aumentar a produtividade e restaurar a
saúde fiscal de forma equilibrada", disse Hiroaki Mutou,
economista-chefe do Tokai Tokyo Research Institute. "O governo
deveria se abster de tomar medidas que transfiram a carga fiscal
para as gerações futuras".
Quanto à melhora meta para a taxa de inflação ao consumidor
no Japão, 17 dos 38 economistas responderam que seria de cerca
de 1 por cento e 16 falaram em cerca de 2 por cento, segundo a
pesquisa.
O programa de estímulo do Banco do Japão desde 2013 até
agora não conseguiu elevar os preços para atingir a meta.
"Acreditamos que a meta de 2 por cento pode nunca ser
atingida", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital
Economics.
"Pode fazer sentido visar uma taxa de inflação mais baixa
para manter a credibilidade do banco e sua capacidade de reagir
às preocupações sobre a estabilidade financeira."

(Por Kaori Kaneko)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

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