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Por Mumal Rathore e Rahul Karunakar
BENGALURU, 17 Abr (Reuters) – O crescimento econômico da
zona do euro, já moderado em parte por uma moeda mais forte,
será mais afetado pela disputa comercial entre os Estados Unidos
e a China, segundo a maioria dos economistas consultados pela
Reuters.
Ainda assim, isso não impedirá o Banco Central Europeu de
encerrar seu programa de compras de ativos este ano e de elevar
a taxa de juros em 2019, embora a inflação deva permanecer bem
abaixo da meta do banco central até pelo menos 2021.
Embora o consenso de crescimento tenha mudado pouco entre a
mais recente pesquisa da Reuters, realizada de 6 a 16 de abril,
e a pesquisa no mês passado, levantamentos de empresas privadas
sugerem que o ímpeto de crescimento da zona do euro atingiu o
pico.
A faixa de previsões na última pesquisa, com mais de 100
economistas, mostrou máximas e mínimas para o crescimento na
região em comparação com o mês passado.
"O início de 2018 foi decepcionante para a economia da zona
do euro, especialmente depois de um 2017 tão forte. Embora as
perspectivas continuem favoráveis, parece que o pico de
crescimento da zona do euro já foi atingido e que 2018 mostrará
moderação", disse Bert Colijn, economista sênior de zona do euro
no ING.
As empresas da zona do euro foram afetadas pelo aumento do
euro, encerrando o primeiro trimestre com a expansão mais fraca
desde o início de 2017.
A moeda única, que deve subir cerca de 3 por cento este ano,
deve ganhar mais 4 por cento em relação ao dólar em um ano, de
acordo com uma pesquisa separada da Reuters.
Na última pesquisa, mais de 85 por cento dos 55 economistas
que responderam a uma pergunta extra disseram que a briga entre
os EUA e a China vai prejudicar a economia da zona do euro.
"O comércio de bens enfraqueceu em fevereiro, mesmo antes de
as preocupações com o comércio global se tornarem o centro das
atenções. Seja o euro forte ou uma guerra comercial iminente,
não é difícil ver as perspectivas para as exportações da zona do
euro se tornarem mais desafiadoras", disse Colijn.
O crescimento do PIB para o ano todo deve ficar em média em
2,3 por cento neste ano e em 2 por cento no próximo, inalterado
em relação ao mês passado.
As pressões sobre os preços continuam fracas. A previsão de
inflação é abaixo da meta do BCE de pouco menos de 2 por cento
para os próximos três anos. A inflação está prevista para uma
média de 1,5 por cento este ano, 1,6 por cento em seguida e 1,7
por cento em 2020.
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH MPP


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