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Por Caroline Stauffer e Eliana Raszewski
BUENOS AIRES, 7 Mai (Reuters) – O peso argentino se
fortaleceu nesta segunda-feira pelo segundo dia consecutivo, um
sinal de que o governo e o banco central conseguiram conter a
corrida pela moeda com uma forte alta da taxa de juros e uma
meta de déficit fiscal menor.
A moeda local abriu com alta de 0,6 por cento, a 21,75 pesos
por dólar, enquanto o índice de ações Merval subiu 1,4
por cento. Na semana passada, o peso atingiu a mínima histórica
de 23 por dólar, levando o governo a anunciar um aperto fiscal
adicional e o banco central a elevar sua taxa básica de juros
para 40 por cento na sexta-feira.
Mas mesmo com a abertura em alta nesta segunda-feira, o peso
permaneceu mais de 5 por cento mais fraco do que na semana
anterior.
A queda do peso na semana passada deixou os argentinos
nervosos. Muitos ainda têm fortes lembranças da corrida bancária
em 2001 que levou a anos de hiperinflação, instabilidade
política e pobreza.
"O peso pode se fortalecer ou enfraquecer, a ideia é que
haja pouca volatilidade", disse o ministro do Tesouro, Nicolas
Dujovne, na noite de domingo, lembrando aos argentinos que o
peso é uma moeda flutuante.
A taxa de juros de 40 por cento "pode ??sustentar
temporariamente uma taxa de câmbio de 21,6, mas o forte
posicionamento, a perda de credibilidade e o custo de reputação
fazem com que 22 (pesos) seja uma nova taxa justa em nossa
opinião", disseram economistas do BTG Pactual em nota.
O banco prevê uma taxa de câmbio de 24 pesos por dólar para
o final do ano e elevou sua previsão anual de inflação para 24
por cento – muito acima da meta de 15 por cento do banco
central.

(Por Caroline Stauffer e Eliana Raszewski)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))
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