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Por Gavin Jones e Steve Scherer
ROMA, 16 Mai (Reuters) – Dois partidos antissistema pareciam
prestes a fechar um acordo para formar um governo de coalizão na
Itália depois de dois meses e meio de impasse, abalando os
mercados nesta quarta-feira com ideias radicais para liberar
bilhões de euros para cortes de impostos e programas sociais.
A sigla de extrema-direita Liga e o Movimento 5 Estrelas vêm
debatendo uma agenda política comum há uma semana devido ao fato
de a eleição de 4 de março ter resultado em um Parlamento sem
maioria.
"Seria loucura desistir na hora da verdade", disse o líder
da Liga, Matteo Salvini, em uma transmissão de vídeo ao vivo no
Facebook, acrescentando que não se intimidará com a reação
negativa dos mercados financeiros ou com os ataques da mídia.
"Quanto mais eles nos insultam, quanto mais nos ameaçam,
quanto mais nos chantageiam, mais desejo tenho de embarcar neste
desafio", disse.
Um programa de governo definitivo deve ser finalizado até o
fim do dia, disse Salvini, acrescentando que os dois partidos
colocarão o presidente italiano, Sergio Mattarella, a par de sua
tentativa de montar um governo até segunda-feira.
Ainda não surgiu nenhum anúncio sobre a escolha do
primeiro-ministro. Nem Salvini nem o líder do 5 Estrelas, Luigi
Di Maio, quer que o outro fique com o cargo, mas ainda não
propuseram um nome alternativo mutuamente aceitável.
No final da terça-feira, um esboço do programa de coalizão
vazou. No documento, os partidos disseram que planejam pedir ao
Banco Central Europeu (BCE) que perdoe 250 bilhões de euros da
dívida italiana adquirida sob o programa de estímulo.
Os rendimentos dos títulos italianos e o custo de proteger a
dívida italiana contra um calote dispararam diante da notícia,
mesmo depois de Claudio Borghi, o assessor econômico da Liga,
ter dito à Reuters que o pedido de perdão da dívida não entrou
em um esboço oficial de seu programa.
Ele descreveu a versão vazada como "somente algumas notas",
e disse que o que as siglas querem é que a União Europeia não
leve em conta os títulos comprados pelo BCE por meio do programa
de estímulo quando calcular os índices oficiais da dívida de um
país para efeito do Pacto de Estabilidade da UE.
(Reportagem adicional de Balazs Koranyi, em Frankfurt, e
Francesco Guarascio, em Bruxelas)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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